Agricultores de áreas protegidas conhecem sistema produtivo de cacau em área de várzea

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) promoveu na quarta feira, 10, um intercâmbio para que produtores da agricultura familiar, da Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Combu e do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia, pudessem conhecer de perto o sistema produtivo de cacau em área de várzea, no município de Barcarena.

A atividade faz parte do “Projeto AgroVárzea”, realizado pela Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB/Ideflor-bio), que acompanha os produtores, oriundos das comunidades de Santo Amaro, Abacatal, São Benedito, Piriquitaquara e Igarapé-Combu. O projeto, além de promover a vivência em comunidades rurais, desenvolve trabalhos objetivando a diversificação de produção nas comunidades de populações tradicionais, que estão dentro e no entorno das unidades próximas à cidade de Belém.

Os intercambistas conheceram a Fazenda Arapari, que possui uma vasta área de produção de cacau, onde foram recebidos pelo proprietário, o senhor Mauro Silva, onde obtiveram conhecimentos sobre o manejo das áreas cacaueiras em várzea, valorizando o germoplasma nativo (conjunto de genótipos de uma espécie vegetal), o uso de tecnologias no manejo, como as máquinas de poda e os espaçamentos adequados, otimizando assim, o cultivo com o menor custo, entre outros.

Para Júlio Meyer, Gerente da GRB, este tipo de intercâmbio é fundamental aos participantes do projeto. “Visitando outras propriedades, os agricultores rurais observam, participam e aprendem mais sobre a realidade de outros produtores, entendendo assim, a complexidade e a diversidade de manejo de cada local, valorizando a troca de informações e experiências.”, explicou.

A visita também contou com a presença de Nilson Rossi, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e de Benito Calzavara, da Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF), do Ideflor-bio, que agregaram ainda mais conhecimento para a atividade. De acordo com Benito, esta experiência é de grande importância aos produtores. “Este momento é propício para a troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e para identificar qual tipo de trabalho poderá ser adaptado em suas propriedades.”, disse o Diretor, que também esteve no local avaliando possibilidades adequadas para futuras implantações de viveiros de produção de mudas.

Este já é o terceiro trabalho de intercâmbio realizado com os produtores do “Projeto AgroVárzea”. As visitas nas propriedades geram o aumento da produção, melhoria da qualidade dos produtos, da renda agrícola dos agricultores familiares de várzeas e da qualidade de vida.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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