Fiscalização na APA do Marajó apreende malhadeiras e caranguejos

10 malhadeiras e 90 caranguejos foram apreendidos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Marajó, durante uma operação de fiscalização, que ocorreu entre o final de março e início de abril, nos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, para assegurar o período do defeso da região, época em que a pesca comercial é proibida para garantir a reprodução das espécies.

O defeso começou no dia 01 de janeiro e se estendeu até o dia 30 de abril deste ano. As operações, apoiadas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), foi realizada por uma equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação e da Biodiversidade (Icmbio) e o Batalhão da Polícia Ambiental (BPA).

O defeso vem para atender a chamada época da Piracema, que é um período natural de reprodução dos peixes de água doce, que ocorre em ciclos anuais no período de chuvas. O período de restrição de pesca, que visa garantir o cumprimento da Portaria do IBAMA nº48/2007, inclui a proibição a captura, o transporte e o armazenamento de todas as espécies nativas.

Durante as operações, foram realizadas blitz em pontos estratégicos do município de Soure e Salvaterra, como a PA 157 e as praias do Pesqueiro e praia Barra Velha, onde pessoas e veículos automotores foram abordados. Também foi realizada fiscalização em fazendas que atuam no cultivo do arroz, em Cachoeira do Arari, com suspeita de contaminação do Rio Arari, motivado pelo uso de agrotóxico lançados das lavouras de arroz. No entanto, nenhum indício de contaminação foi encontrado.

A Gerência da Região Administrativa do Marajó (GRM/Ideflor-bio) entende que com essas abordagens, a efetividade da gestão começa a ganhar forma, potencializando a renovação dos estoques pesqueiros, dentro de um contraponto da gestão da Unidade de Conservação, que é a favor da sustentabilidade da atividade pesqueira na região, através da manutenção dos recursos aquáticos.

A ação foi finalizada com a orientação de proprietários locais sobre as normas exigidas pelo órgão competente, quanto ao uso desses tipos de materiais, de modo assim evitar problemas de caráter ambiental e social.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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