Abertura de trilha de biomonitoramento é realizada na ESEC do Grão-Pará

Entre os dias 28 de junho e 14 de julho, a Gerência da Região Administrativa da Calha Norte III (GRCN-III), do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), executou atividades de abertura de trilha de biomonitoramento e manutenção de placa de sinalização na Estação Ecológica (ESEC) do Grão-Pará. A atividade foi realizada pelo Gerente da GRCN-III, Rubens Aquino, e pelo técnico em gestão ambiental, André Ravetta.

As atividades tiveram o apoio da Aldeia Ayaramã, dos índios Tunayanas, que ajudaram no transporte e no trabalho de implantação de 3 km de trilha na floresta, como parte de um módulo do protocolo mínimo do Monitoramento da Biodiversidade da ESEC Grão-Pará.

A implantação do monitoramento da biodiversidade na ESEC Grão-Pará é parte de um compromisso assumido pelas Unidades de Conservação, que são apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), de implantar pelo menos um módulo do protocolo mínimo de monitoramento até o ano de 2018.

O Sistema Brasileiro de Monitoramento da Biodiversidade (SMOB), implantado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceira com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), com cooperação técnica alemã, através da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ), adota o conceito-chave de monitoramento adaptativo, onde a vertente ecológica deve estar conectada com a gestão, de modo a garantir continuidade ao longo do tempo, através da coleta de dados pelos gestores locais e colaboradores, sem a exigência de especialistas para isso.

A aplicação se baseia em indicadores biológicos principalmente de “grupos substitutos”, que são grupos de animais e plantas que representem outros grupos taxonômicos em relação às respostas para alterações ambientais, e que sejam de fácil identificação. Isso possibilita o monitoramento participativo com o envolvimento da comunidade e pode fortalecer a gestão das UCs e promover a conservação da biodiversidade, através da sensibilização sobre sua importância e do empoderamento local.

O objetivo é que as unidades de conservação adotem um sistema padronizado de monitoramento da biodiversidade que seja permanente e comparável ao longo do tempo, para avaliar a efetividade das Unidades de Conservação quanto à função de conservação da natureza e de serviços ambientais.

Paralela a esta atividade, foi realizado também, no dia 06 de julho, um sobrevôo, que foi proporcionado pela ONG Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) e Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), que contou com a presença do Gerente Rubens Aquino, do cacique Pedro Shayakuma Tunayana e membros da Fundação Nacional do Índio (Funai), para averiguar a presença de atividades de garimpo ilegal na região do Alto Rio Trombetas.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


GALERIA DE FOTOS:

Comentários estão desabilitados.