Ideflor-bio participa de curso de análise financeira em áreas extrativistas do Pará

Técnicos das Gerências das Regiões Administrativas do Marajó (GRM), Nordeste Paraense (GRNE), Xingu (GRX) e de Belém (GRB), e da Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF), do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), participaram, nos dias 3 e 4, de uma oficina de capacitação na metodologia Green Value, uma ferramenta para a análise financeira simplificada de iniciativas florestais.

Promovido pelo Grupo de Trabalho (GT) Manejo Florestal Comunitário do Marajó, o evento, que foi realizado na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em Belém, teve o apoio do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Além de membros do Ideflor-bio, técnicos de órgãos governamentais e não governamentais, lideranças comunitárias de reservas extrativistas (Resex) no estado do Pará e beneficiários das políticas do Programa Nacional de Reforma Agrária, também participaram da oficina, que foi ministrada por Simone Albarado, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que ressaltou que as experiências e as demandas das comunidades representadas serviram como estudo de caso para as atividades práticas do curso.

A atividade também contou com a presença de membros do “Agrovárzea”, projeto do Ideflor-bio, que incentiva a agricultura familiar e o turismo rural, promovendo a diversificação da produção das comunidades de populações tradicionais que estão dentro e no entorno das unidades próximas à Belém, visando construir Unidades de Referência Tecnológicas (URT) nas comunidades, priorizando as espécies nativas de interesse da população local, além de buscar resultados positivos relacionados tanto ao aspecto ambiental, quanto aos aspectos sociais, econômicos e ambientais dentro das UC’s.

O Green Value é uma ferramenta simplificada que permite identificar e avaliar os indicadores e a situação financeira de empreendimentos rurais, sendo adequada para a gestão financeira de atividades, como lavoura, fruticultura, piscicultura e manejo do açaí, praticadas por comunidades extrativistas, ribeirinhas e tradicionais da Amazônia. Através dela, são geradas informações, a partir de planilhas, que contribuem para a tomada rápida de decisões sobre o empreendimento analisado.

De acordo com a técnica do ICMBio, para que a ferramenta funcione adequadamente, é de fundamental importância que a metodologia integre a experiência e demanda dos atores econômicos no contexto da cadeia produtiva em que estão inseridos. E é nas Unidades de Conservação (UC) de Uso Sustentável que a metodologia está sendo disseminada, através das oficinas organizadas pelo GT do Marajó.

O GT foi criado em 2014 e é composto pelo Ideflor-bio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), INCRA, Instituto Floresta Tropical (IFT), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA) e Instituto Internacional de Educação no Brasil (IEB).

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio
® Fotos: Ascom INCRA


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