Projeto de Reintrodução de Ararajubas em Belém é apresentado no Ideflor-bio

Aconteceu nesta terça-feira, 08, no auditório do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) uma apresentação do Projeto “Reintrodução e Monitoramento de Guaruba guarouba (ararajuba) em Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém”, que vem sendo realizado pelo (Ideflor-bio), em parceria com a Fundação Lymington (SP) e o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Com o objetivo de promover a preservação de espécies ameaçadas de extinção, foi firmado entre a Diretoria de Gestão de Biodiversidade (DGBio), do Ideflor-bio e a Fundação Lymington a parceria para a execução do projeto de reintrodução das Ararajubas na Região Metropolitana de Belém, além da realização do trabalho de monitoramento das espécies até que sejam consideradas auto-sustentáveis.

A apresentação foi feita pelo Prof. Dr. Luis Fábio da Silveira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que falou sobre todas as etapas do projeto, desde o nascimento das aves, em cativeiro, até o momento de sua soltura, em Belém, que está previsto para novembro deste ano. “É a primeira vez que esse trabalho de reintrodução é realizado no mundo e o Parque do Utinga é um lugar perfeito para elas, pois terão todo o suporte de nossas equipes, além da área ser propícia, devido ao clima e tipo de vegetação e alimentos que elas necessitam para sobreviver.” explicou o professor.

O evento contou com a presença do Presidente do Ideflor-bio, Thiago Valente, que ressaltou a importância dO projeto. “Agora que o trabalho de reintegração se iniciou, vamos acompanhar a adaptação das aves, até o momento em que começarem a reproduzir. Queremos que futuramente nossa cidade fique mais embelezada, com a presença dessas aves, que são tão lindas e precisavam voltar para seu local de origem.”, contou.

Chegada em Belém – Na segunda-feira, 07, 14 Ararajubas foram transportadas de seu criadouro de origem, na Fundação Lymington, em São Paulo, até o Parque Estadual do Utinga, onde foi montada a estrutura necessária para executar o projeto. As aves passarão por um período de adaptação que durará, em media, 4 meses. Nesse tempo, receberão treinamento para fortalecerem sua musculatura de vôo e aprenderem a encontrar abrigo nas árvores, a se alimentarem dos frutos da região, a serem capazes de reconhecer predadores naturais e se defenderem das ameaças eficientemente.

“As aves estão fortes, saudáveis e se adaptando bem ao clima de Belém, mesmo tendo sido criadas em São Paulo. Estamos muito confiantes.”, contou Crisomar Lobato, diretor da DGBio, do Ideflor-bio.

Após o período de adaptação, as aves serão finalmente soltas no Parque, iniciando a fase do monitoramento. Nesse período elas serão observadas pela equipe técnica, que irá avaliar se elas conseguirão realizar todas as atividades essenciais para sua sobrevivência. A reintrodução será bem sucedida a partir do momento em que for observado as Ararajubas formando casais entre si e se reproduzindo em seu ambiente natural, indicando que elas se adaptaram muito bem, possibilitando a formação de uma nova população capaz de se sustentar.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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