Área de Proteção Ambiental Araguaia


A Área de Proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia – APA Araguaia é uma Unidade de Conservação da Natureza de Uso Sustentável, localizada integralmente no município de São Geraldo do Araguaia, região sudeste do Estado do Pará, entre as seguintes coordenadas geográficas: 06º03’00’’ a 06º23’00’’ de latitude Sul e 48º22’30’’ a 48º36’30’’ de longitude Oeste.

A APA foi criada pela Lei Estadual nº. 5.983, de 25 de julho de 1996 e possui uma área com forma de um polígono irregular de 29.655,39 ha, medindo um perímetro de 287,1368 Km e conta com o Conselho Gestor instituído através da Portaria SEMA nº. 3.705, de 28 de dezembro de 2009. Tem por objetivo conservar e recuperar os ecossistemas ou parte destes, visando à melhoria da qualidade de vida das populações locais, através de programas e projetos de desenvolvimento sustentável.


Dentro deste contexto, a APA Araguaia, conforme lei de criação, já define a mesma como zona-tampão do Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas – PESAM (art. 14). Da mesma forma, o Plano de Gestão do PESAM, aprovado e publicado pela Portaria SECTAM nº. 716/2006, define e delimita a sua Zona de Amortecimento (ZA) com base na declividade do parque, e nas características de uso e ocupação do solo e no polígono da APA São Geraldo do Araguaia.

Na área da APA, predominam propriedades privadas que têm como principal atividade produtiva a pecuária de corte extensiva, facilitada pelas características naturais – uma vez que a topografia apresenta certa suavidade – e conta ainda com três (03) comunidades: Sucupira, Ilha de Campo e Santa Cruz dos Martírios, estas duas últimas são ribeirinhas, localizadas na margem do Rio Araguaia. Parte de dois (02) Projetos de Assentamentos Federais também fazem parte da APA: “PA Tira-Catinga I” e o “PA Boqueirão”. As comunidades locais têm como principais fontes de renda a pesca artesanal, a agricultura e a pecuária.

Na APA Araguaia, encontram-se sítios arqueológicos, cavernas, grutas, figuras rupestres, trilhas e cachoeiras. Pelo Rio Araguaia, que faz divisa com o Estado do Tocantins, é possível realizar visitações interessantes e conhecer as comunidades locais. O Araguaia, pedregoso e de forte correnteza, exige perícia e conhecimento prévio para navegação, razão pela qual o Órgão Gestor da UC aconselha avaliar com critério quem deve operar embarcações com destino à APA. No entanto, a recompensa é valiosa: pelo rio, se acessam alguns dos pontos mais bonitos da APA, como a famosa inscrição rupestre da Pedra Escrita e a Ilha dos Martírios (localizada no meio do Rio Araguaia) com inscrições em pedra datadas com mais de 8.000 anos (aproximadamente) que entre outras lembra o “Martírio de Jesus Cristo”

Dependendo do período do ano, especialmente no verão, existem pontos do rio que propiciam a formação de praias, além dos pedrais.

A APA também conta com cachoeiras de elevada beleza cênica. Exemplos disso são “As Três Quedas”, “Riacho Fundo”, “do Spanner”, “do Honorato” e a “Sem-Nome”, bem como várias praias que se formam no Rio Araguaia durante o verão, a exemplo do “Remanso dos Botos”.

Quando o assunto é biodiversidade, destaca-se a existência do Gavião-Real (Harpia harpyja) espécie ameaçada de extinção e considerada a maior ave de rapina do Brasil. Atualmente, esta espécie é tida como o principal bio-indicador desta Unidade de Conservação, motivo pela qual o IDEFLOR-Bio realiza o monitoramento da espécie, a fim de garantir modo de vida e reprodução adequados.

A região onde hoje está situada a APA também possui um relevante significado à recente História Regional e do Brasil, por ser considerada a “base” da Guerrilha do Araguaia, movimento armado de ideologia comunista/socialista, que existiu entre o final da década de 1960 e meados da década de 1970, no século passado, durante o período do Regime Militar no Brasil.

 Lei Estadual 5983/1996 – Cria a APA Araguaia

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