Sítio de Ramsar completa 45 anos preservando áreas úmidas

A Convenção sobre as Áreas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, comemorou o seu 45º ano de história, no dia 02 de fevereiro, marcado pela existência deste Tratado sem precedentes, assinado em 1971, na cidade iraniana de Ramsar. O Tratado é o mais antigo entre todos os acordos multilaterais mundiais sobre meio ambiente.

Ao longo desses 45 anos, a contribuição da Convenção de Ramsar para a conservação, o uso racional das Áreas Úmidas, e a diversidade biológica dos biomas úmidos, tem sido exemplar e desde a sua criação tem sido um dos principais parceiros da Convenção em matéria de zonas úmidas e de questões de orientação política.

 As  áreas  úmidas  existem  em  todos  os  tipos  de  ecossistemas  e  são  importantes  para  a  manutenção   da   biodiversidade. Situadas  em  uma  interface  entre  a  água  e  o solo,  essas áreas  são  ecossistemas complexos, pressionados não somente pela ação direta do homem, mas também pelos impactos sobre ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce adjacentes. Essas áreas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas, além de espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuindo substancialmente para a biodiversidade ambiental. Além disso, têm papel importante no ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.

No Pará, entre  as  21 Unidades  de Conservação (UC), administradas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), a  Área de Proteção Ambiental (APA)  da  Ilha do Combu chama atenção por ser composta praticamente de áreas alagáveis. A área foi definida como UC, motivada  pela  importância  na  proteção  da  biodiversidade  local e manutenção dos modos de vida tradicional. A exploração do açaí, do camarão e a agricultura familiar são as principais atividades comerciais na Ilha, além do turismo, importante fonte de renda para os moradores locais.

O Ideflor-bio vem trabalhando com o intuito de elaborar o Plano de Gestão da Unidade, que deverá apresentar  um  diagnóstico  socioambiental, estipular um zoneamento da ilha e principalmente, orientar a gestão na elaboração de projetos de desenvolvimento sustentável da Ilha do Combu, além de regras de uso.

O documento deverá ser elaborado com a parceria do Conselho Gestor da APA, que foi renovado em 2015, e demais entidades e moradores locais que tiverem interesse em participar da principal peça de planejamento da Ilha do Combu.


Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio

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