Ideflor e Comunidade de Piriquitaquara discutem melhorias para o turismo na Ilha do Combu

Membros da equipe de Gestão da APA da Ilha do Combu, do  Instituto  de  Desenvolvimento  Florestal  e  da  Biodiversidade  (Ideflor-Bio) e  lideranças locais participaram, na última sexta-feira (19), de uma reunião no Centro Comunitário do Piriquitaquara, organizada para discutir o desenvolvimento de atividades de geração de renda na Ilha.

Durante a reunião foi  ressaltada  a importância  da  organização comunitária e a formalização de uma associação devidamente constituída. Neste sentido, o Ideflor apoiará a comunidade local  na formalização de uma associação e a partir de março deste ano ministrará um Curso de Turismo em Base Comunitária para integrantes da comunidade.

Na oportunidade, a turismóloga  da  Gerência  da  APA da Ilha do Combu, Yasmin Alves, falou  sobre  a  importância do desenvolvimento de serviços ligados à atividade  turística  na  área. “O turismo de base comunitária é um elemento muito importante para a integração da comunidade, pois depende da cooperação de todos para o desenvolvimento de suas atividades, além de ser um importante aliado na geração de benefícios de cunho econômico, social e principalmente para a manutenção dos atrativos culturais da comunidade”, explicou.

A Ilha do Combu é reconhecida como área especialmente protegida, com o objetivo  de  proteger e restaurar a  diversidade  biológica, os  recursos genéticos e as espécies  ameaçadas  de extinção, além  de  promover  o  desenvolvimento sustentável, através do ordenamento dos recursos naturais e da melhoria da qualidade de vida da comunidade local.

A APA é incluída em  alguns  roteiros  turísticos fluviais de curta duração, ofertados por operadoras turísticas de Belém, e muitos moradores da capital também costumam frequentar o local nos fins de semana, em embarcações particulares. O território é propício para a realização de atividades que estimulam o contato com a natureza, por  meio  de  caminhadas  e  passeios  de  barco, onde o visitante  tem  a oportunidade de observar espécimes da fauna e flora, como botos, cobras, bichos-preguiça, além de macacos de pequeno porte.

A comunidade científica  também  é  visitante  assídua  da  Unidade  de  Conservação. Dezenas  de  pesquisas  são realizadas anualmente na APA, processo facilitado  pela  presença  da diversidade  biológica  da  ilha  e  a  proximidade  com  instituições de pesquisa e ensino, como o Museu Paraense Emílio Goeldi, a Universidade Federal Rural da Amazônia e a Universidade Federal do Pará.


Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio

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