Projeto Agrovárzea implanta viveiro em propriedade rural na APA Belém

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), realizou, na terça-feira, 05, uma força tarefa para a implantação de um viveiro de produção de mudas, na região do Abacatal, no Sítio Bom Jesus. A área é propriedade de um dos participantes do “Projeto Agrovárzea”, que incentiva a produção com sustentabilidade, mais saudável e sem o uso de agrotóxicos. O Projeto é desenvolvido pela Diretoria de Gestão e Monitoramento das Unidades de Conservação (DGMUC), através da Gerência da Região Administrativa de Belém (DGMUC/GRB), do Ideflor-bio.

Localizado no município de Ananindeua, entre os limites do Parque Estadual do Utinga e Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Belém, a propriedade recebe práticas com vistas à difusão de conceitos capazes de induzir o desenvolvimento de estratégia produtiva adaptada às condições particulares de cada propriedade.

A montagem do viveiro foi conduzida pela da GRB/Ideflor-bio, juntamente com a Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF/Ideflor-bio), que coordena a execução de projetos de produção e de restauração florestal, promovendo o incremento econômico, a consolidação de práticas sustentáveis de uso e de aproveitamento dos recursos naturais, contribuindo com a redução da pressão do desmatamento sobre as áreas de floresta e com a redução do passivo ambiental em áreas de agricultura familiar.

O viveiro montado, de tamanho 12 x 12, tem capacidade para 10 mil mudas, que serão produzidas em sacos plásticos e em tubetes. A tecnologia otimiza o espaço dentro do viveiro, proporcionando mudas sadias e vigorosas. A estrutura é destinada à produção, ao manejo e à proteção das mudas, até que tenham idade e tamanho suficientes para serem transplantadas em seu local definitivo, resistindo às condições adversas do local de crescimento e apresentar um bom desenvolvimento.

A ocasião serviu também como um momento de integração com a Gerência da Região Administrativa de Tucuruí (GRTUC/Ideflor-bio), contando com a participação da Gerente Mariana Bogéa, e da técnica Mônica Santos, que objetivam implantar, futuramente, viveiros de produção de mudas na área do Mosaico do Lago de Tucuruí. Alunos do curso de Engenharia Florestal, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), também estiveram presentes na instalação da estrutura.

Agrovárzea – Iniciado em 2016, o “Projeto Agrovárzea” incentiva a agricultura familiar e o turismo rural, com a diversificação da produção das comunidades de populações tradicionais que estão dentro e no entorno das Unidades de Conservação próximas a Belém, priorizando as espécies nativas de interesse da população local, atendendo a produtores moradores da Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Combu, APA Belém e do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia.

Dentre as ações do projeto, há o estabelecimento de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em propriedades das comunidades situadas dentro e no entorno das Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém, que junto com a equipe da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB/Ideflor-bio) e parceiros institucionais, recebem atividades teóricas e práticas, referentes ao manejo adequado das espécies de interesse na região, construindo a diversificação da produção e geração de renda, junto à conservação da biodiversidade das unidades de conservação.

A GRB/Ideflor-bio também já promoveu aos participantes diversas outras atividades, como intercâmbios, vivências rurais, feiras, curso de sistemas agroflorestais, curso de boas práticas e manipulação de alimentos, além de capacitações teóricas, abordando temas como elaboração de roteiro turístico, hospitalidade de turistas, entre outros.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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