Transecção do monitoramento da biodiversidade é implantado na APA Araguaia

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), realizou a abertura e implantou a 1ª Transecção do Monitoramento da Biodiversidade, localizada num dos fragmentos Florestais da Área de Proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia (APA Araguaia) e Zona de Amortecimento (ZA) do Parque Estadual da Serra dos Martírios/ Andorinhas (PESAM), entre os dias 09 e 16 de setembro.

A atividade foi realizada pela Gerência da Região Administrativa de São Geraldo do Araguaia (GRA/Ideflor-bio), sob a coordenação e instrução dos técnicos Ernildo Serafim e André Ravetta.

A implantação do monitoramento da biodiversidade é parte de um compromisso assumido pelas Unidades de Conservação (UC), que são apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). O objetivo é adotar um sistema padronizado de monitoramento da biodiversidade que seja permanente e comparável ao longo do tempo, para avaliar a efetividade das UC´s quanto à função de conservação da natureza e de serviços ambientais.

Na ocasião, foi aberta uma transecção de 3,5 km de extensão em uma das áreas mais preservadas da APA Araguaia. Não foi possível obter uma extensão maior nesta região, devido as características limitantes em relação ao relevo, que é bastante acidentado, e as áreas florestadas serem bastante fragmentadas, com uma extensão de varia de pequenos a médios.

De acordo com o protocolo mínimo, a recomendação é de que os transectos devam ter no mínimo 5km de comprimento. No entanto, é aceitável até 3 km, quando devidamente justificada, situação esta que não traz prejuízos na qualidade das coletas de dados durante as campanhas do monitoramento e nem nos resultados da pesquisa, pois a redução no tamanho é compensada pelo aumento no número de dias dessas campanhas, comumente chamado de “aumento do esforço”.

O Sistema Brasileiro de Monitoramento da Biodiversidade (SMOB), implantado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceira com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), com cooperação técnica alemã, através da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ), adota o conceito-chave de monitoramento adaptativo, onde a vertente ecológica deve estar conectada com a gestão, de modo a garantir continuidade ao longo do tempo, através da coleta de dados pelos gestores locais e colaboradores, sem a exigência de especialistas para isso.

A aplicação se baseia em indicadores biológicos principalmente de “grupos substitutos”, que são grupos de animais e plantas que representem outros grupos taxonômicos em relação às respostas para alterações ambientais, e que sejam de fácil identificação. Isso possibilita o monitoramento participativo com o envolvimento da comunidade e pode fortalecer a gestão das UCs e promover a conservação da biodiversidade, através da sensibilização sobre sua importância e do empoderamento local.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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