Parque Estadual do Utinga encanta na 1° Copa Amazônia de Remo

Neste domingo (29), o lago Água Preta, do Parque Estadual do Utinga (PEUt), Unidade de Conservação de gestão do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), recebeu a I Copa Amazônia de Remo, reunindo cerca de duas mil pessoas, além dos principais clubes da modalidade do estado e do país.

O Parque, um recorte da Amazônia no meio da capital paraense, é um dos grandes tesouros de Belém, devido a sua grande biodiversidade. O espaço de lazer de muitas pessoas agora se torna mais uma praça esportiva de Belém. “Aqui é muito agradável. Já temos corredores, ciclistas e uma galera fazendo trilha. Trazer a regata valoriza ainda mais o parque. Trouxe toda a família, estamos encantados, a vontade é de ficar conhecendo todo o resto”, brincou o torcedor Luiz Gonçalves.

Mais de 70 atletas participaram das 11 provas nas modalidades single e double skiff, com distância de até mil metros. Todos puderam comprovar a qualidade do lago Água Preta para a prática do esporte, o que traz a expectativa de dias melhores ao remo do Pará.

Remo, Paysandu, Associação Guajará, Ciaba (Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar) e Tuna Luso Brasileira foram os anfitriões da competição, que recebeu a participação de Vasco, Flamengo, Botafogo, os três grandes clubes de regatas do Rio de Janeiro, e Francisco Martinelli, de Santa Catarina, colocando a natureza do espaço em sintonia com o esporte náutico.

“O Parque Utinga procura, cada vez mais, ser uma síntese da Amazônia numa cidade. A Amazônia é muito fértil na produção de mitos, então, vamos permitir que ela seja, também, produtora de atletas do mesmo tamanho de sua dimensão. É possível ter uma relação de construção com a natureza e este evento mostra isso”, destacou o governador Simão Jatene.

“O que vocês têm aqui no Parque Utinga é o que está em mote na Federação e no Comitê Internacional: preservação do ambiente nos locais de competição. O Utinga é uma joia bruta que precisa de lapidações para se firmar como um grande celeiro de atletas, e, com certeza, será uma abertura para sediar eventos nacionais e internacionais”, afirmou Marcos Polchowicz, presidente em exercício da Confederação Brasileira de Remo (CBR).

Uma das atrações do evento, Fabiana Beltrame, primeira brasileira a ser campeã mundial de remo, em 2011, espera que o Parque do Utinga possa receber uma raia olímpica em breve para que os atletas locais tenham condições de evoluírem. “O lago não deixa a desejar em nada a lugares internacionais que já competi. Com as estruturas necessárias, será um excelente ponto de treinamento e de desenvolvimento da modalidade. O remo é muito ligado à natureza, por isso é de interesse nosso a preservação. Aqui o rendimento dos atletas saltará”, disse Fabiana.

A expectativa é que o espaço receba infraestrutura, com garagem para os barcos, rampa para as águas e segurança para que os atletas não precisem mais se arriscar nos treinos matinais na baía do Guajará, que possui um grande fluxo de embarcações e forte maresia.

“Mesmo treinando na baía no Guajará, nós conseguimos convocações e pré-convocações para a seleção brasileira nos últimos anos. Agora, poderemos aumentar o nosso rendimento e entrar de vez para o cenário nacional. Hoje estamos evoluindo o esporte no Pará”, disse Ulisses Sereni, organizador do evento e diretor náutico do Paysandu.

O Parque Ambiental do Utinga foi criado em 1993 para preservar a biodiversidade do local. Os lagos Água Preta e Bolonha ocupam, juntos, quase a metade do Parque do Utinga, somando cerca de 500 hectares de lâmina d’água e são responsáveis pelo abastecimento de 70% da população da região metropolitana de Belém.

Texto: Com informações de Adriana Pinto (Ascom Seel)


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Fotos: Carlos Sodré (Agência Pará)

Comentários(3)

  1. Luisa Carneiro diz

    Fantástica iniciativa do governo do Estado promovendo o esporte de remo. A Associação Remo Guajará teve uma participação bastante expressiva na competição e seus atletas estão de parabéns. Apesar de ter sido criada a apenas 2 anos já conquistou o segundo lugar no ranking regional, perdendo apenas para a Associação de remo do Paysandu que está a mais de 100 anos com esse esporte no Pará.
    Também a Guajará possui um maravilhoso trabalho de inclusão social ajudando, cuidando e treinando jovens das periferias, preparando-os para o esporte de remo.

  2. Carlos Medeiros diz

    Estive presente na primeira copa amazônica de remo e sai encantado com a beleza do lugar e organização do evento!
    Parabéns a FEPAR e ao Governo do estado do Pará!

  3. João Guilherme Passos diz

    Se não valorizarmos talentos da terra vamos viver a vida toda gastando com outros famosos e não criando referências ñocais.

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