Monitoramento experimental da biodiversidade é feito na APA Araguaia

Foi realizado, no período de 18 a 22 de dezembro de 2017, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), a campanha experimental do Monitoramento “in situ” da biodiversidade, na Área de Proteção Ambiental (APA) de São Geraldo do Araguaia, Zona de Amortecimento (ZA) do Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinha (PESAM).

A campanha foi elaborada e organizada pela Gerência da Região Administrativa do Araguaia (GRA), sob a coordenação do Engenheiro Agrônomo Ernildo Serafim, da Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBIO), e contemplou dois transectos: Castanhal e o Gameleira, onde os monitores das referidas áreas foram os moradores da APA Araguaia e a equipe do Instituto.

Dados – No decorrer da semana, foram levantados dados ainda iniciais, porém que já dá indícios de áreas antropizadas e de certo grau de perturbação. No total, foram marcadas para o monitoramento das lenhosas, 345 árvores nos dois transectos (Castanhal e Gameleira) com CAP ≥ 31 cm, distribuídas 80 parcelas de 10 x 10 metros, ou seja, média de 4,31 árvores/parcela, onde destes 277 foram lenhosas, 58 foram palmeiras e 10 cipós. Na maior parcela foram encontradas 9 árvores, e na menor não foi encontrada árvores com CAP ≥ 31 cm.

Para Aves e Mamíferos, foram registrados 28 avistamentos durante os cinco dias de campanha, de 13 espécies diferentes: cutia, inhambuguaçu, jacupiranga, macaco prego, macaco guariba, macaco mão de ouro, mateiro, azulona, cutiara, cutia da garupa preta, jacutinga, jacu e quatipuru (esquilo). Também foram registrados vestígios de onça, anta mutum, porco do mato e jaó preto. Algumas espécies que não são alvos desse tipo de monitoramento, também foram registradas, como o pica-pau, beija-flor, tucano, cobra de fogo, entre outros.

Já para as borboletas, foram capturadas 98 indivíduos, distribuídos em 7 tribos diferentes: satyrini, ageronini, epicalini, coeini, brasolini, preponini e coeini, onde a maior ocorrência foi para satyrini. No geral, as tribos identificadas são mais comuns em ambientes perturbados, com exceção da brasolini, que tem maior ocorrência em áreas mais preservadas.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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