Sessão de abertura de envelopes de habilitação inicia processo de concessão florestal no município de Monte Alegre

A Diretoria de Gestão de Florestas Públicas de Produção (DGFLOP) do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) realizou, nesta sexta-feira (9), a sessão inicial do processo de licitação para a concessão florestal na Floresta Estadual (Flota) do Paru, do lote 03, localizado no município de Monte Alegre. Na ocasião, a comissão especial de licitação composta por servidores da DGFLOP, da Procuradoria jurídica e do Fundo de Desenvolvimento Florestal (Fundeflor) do Instituto conferiram os envelopes apresentados pelas quatro empresas que participam da licitação.

O edital de licitação abrange duas Unidades de Manejo Florestal (UMFs) da Flota do Paru localizadas especificamente no município de Monte Alegre. As duas totalizam, juntas, mais de 100 mil hectares, aproximadamente 100 mil campos de futebol.

Após a seção de conferência e análise dos documentos, o Ideflor-bio divulgará quais concessionárias estão habilitadas para a próxima fase da concorrência. Dentre os documentos solicitados, estão as declarações trabalhistas, como de não uso de trabalho infantil e também de que as empresas não possuem condenações por crimes ambientais.

As empresas habilitadas devem ainda passar pelas fases de análises das propostas técnica e de preços. A concessionária aprovada na licitação terá o direito de explorar a madeira dessas áreas e também resíduos florestais e produtos não madeireiros, como folhas, raízes, frutos e sementes, a partir de um plano de manejo florestal que também é analisado pelo Ideflor-bio e pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS).

Para a diretora de Gestão das Florestas Públicas de Produção, Cíntia Soares, a concessão florestal das unidades de manejo da Flota Paru é um mecanismo que traz benefícios para todas as instâncias do estado. “A concessão permite que as unidades de conservação se tornem produtivas e isso reflete no desenvolvimento social para as comunidades do entorno e também para os municípios, por meio do repasse de recursos. Mas um dos principais benefícios é mesmo o ambiental, pois é muito melhor quando conseguimos fazer a exploração dos recursos madeireiros de forma legal e monitorada”, explica.

Texto: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação Ideflor-bio

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