Feira do Agricultor leva produtos agroecológicos para o Ideflor-bio

As cores, os cheiros e os sabores da Amazônia tomaram conta da Feira do Agricultor Familiar do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), realizada na manhã desta quinta-feira, 12, no estacionamento do Instituto. O evento contou com os produtos de agricultores da Ilha do Combu e da comunidade quilombola do Abacatal.

Entre os produtos disponíveis, estavam os derivados da mandioca, como a farinha, o tucupí e a goma; frutas como o piquiá e o biribá; poupas de acerola, maracujá e outras frutas; mel; além de produtos com valor agregado, como bolo de tapioca e tapioquinha com coco.

A agricultora Ana Lúcia Santos, da comunidade quilombola do Abacatal, conta que a mandioca e seus derivados são algumas das principais culturas da área, localizada nas cercanias do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia. “Tudo o que produzimos para comercialização, como as comidas, são feitos com materiais que nós mesmos plantamos. A goma e o coco que eu uso para fazer as tapiocas são da nossa comunidade”, conta.

Ainda para a agricultora, o suporte oferecido pelo Instituto é essencial para toda a cadeia de produção. “Nós recebemos auxilio do Ideflor-bio em todo o processo, desde a produção até a comercialização em feiras. Esse apoio é muito bom, pois nos ajuda a divulgar nossos produtos e criar novos clientes”, acrescenta.

O Ideflor-bio auxilia os agricultores familiares por meio do projeto AgroVárzea, mantido pela Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB) do Instituto. O objetivo do projeto é desenvolver a cadeia de produção dos agricultores familiares que vivem nos entornos das Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém, além de fortalecer comercialização direta e o turismo rural.

“Nossa proposta é desenvolver, junto com as comunidades, uma agricultura familiar sustentável e baseada num processo agroecológico. Para isso, realizamos diversas capacitações, intercâmbios entre comunidades e outras ações que trazem para os agricultores mais qualificação e qualidade em todas as etapas da cadeia produtiva, desde o plantio até a comercialização”, conta a servidora Laura Dias, coordenadora do AgroVárzea.

A artesã Dóris Mattos, 60, é uma das atendidas pelo projeto. Ela mora na Área de Proteção Ambiental Ilha do Combu e utiliza as riquezas naturais do local na produção de coloridas ecojóias. “Eu produzo as peças com caroços de açaí que são tingidos de várias cores. Temos brincos, pulseiras, colares, terços. Tudo com a cara da nossa ilha, pois o que produzimos lá é diferente”. 

Diferente como o suco de cacau, comercializado por Dóris na Feira do Agricultor. Segundo a artesã, o suco, também conhecido como mel de cacau, é diferente do suco tradicional, pois, além de produzido com o cacau do Combu, é retirado da fruta prensada no tipití, uma ferramenta de origem indígena tradicionalmente utilizada para a extração do tucupí direto da mandioca.

Outro produto característico da APA Ilha do Combu, o chocolate, também estava presente na Feira. Os visitantes puderam comprar cacau em pó e em pedaços, barras de chocolate com teor de cacau de 70% e 100%, além de brigadeiros de colher e tradicional. “Comercializar esses produtos aqui na Feira nos ajuda não só a divulgar o nosso trabalho, mas também a divulgar a nossa Ilha, que é tão próxima de Belém, mas muita gente ainda não conhece”, afirma Dóris Mattos.

A servidora do Ideflor-bio, Graciete Santos, conta que é uma assídua frequentadora do Feira do Agricultor, desde o início, em 2016. “Eu sempre venho na feira quando acontece e gosto muito dos produtos. Hoje eu comprei biribá, mas sempre compro também pupunha, tucupí e outras frutas”, conta. A Feira do Agricultor do Ideflor-bio acontece na segunda quinta-feira de cada mês, sempre no estacionamento do Instituto.

Texto e fotos: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação Ideflor-bio.

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