Parque Estadual do Utinga terá gestão compartilhada com a Pará 2000

A Organização Social Pará 2000 assumirá a Gestão Administrativa das infraestruturas turísticas do Parque Estadual do Utinga. Representantes do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e da OS reuniram-se na sexta-feira, 20, para dar início ao processo de Gestão Compartilhada do Parque. A previsão é que a Organização comece a gerir os espaços do Parque já nesta semana.

Durante a reunião, os presentes acertaram os termos da Gestão Compartilhada do espaço e discutiram estratégias para a prestação de serviços no Utinga. A Pará 2000 será responsável por gerir os equipamentos turísticos do Parque, além de fornecer pessoal qualificado para a prestação dos diversos serviços que o Parque oferece ao seu público, assim como a manutenção da infraestrutura do espaço.

O gerente do Parque do Utinga, Julio Meyer, explicou aos novos gestores administrativos o funcionamento das Unidades de Conservação estaduais, o papel social e os desafios do Utinga. “O nosso principal desafio, que agora será enfrentado de forma compartilhada, é agregar cada vez mais as pessoas e mostrar a elas que esse é um espaço que presta serviços turísticos, mas, principalmente, de educação ambiental. Precisamos trazer as pessoas para conhecerem o Parque e conscientizá-las. Para preservar, é preciso conhecer”, explica o gerente.

Ainda para o gerente, que faz parte do quadro de servidores do Ideflor-bio, uma das formas de atingir esse objetivo é, justamente, com a gestão compartilhada das infraestruturas turísticas do Utinga. Para Julio, a entrada da OS coloca o Governo do Estado na vanguarda nacional no que diz respeito à gestão das Unidades de Conservação.

“A entrega à população paraense do novo Parque Estadual do Utinga, com uma infraestrutura de ponta, é algo que deve ser comemorado. Agora, com a entrada da OS, nós comemoramos também o fato de que toda essa infraestrutura terá uma manutenção contínua, mais flexível e menos burocratizada. Com isso, a gente se vê inovando em escala nacional”, conta.

A OS Pará 2000 foi selecionada em Chamada Pública realizada pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur), cujo resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira, 17. A Chamada Pública exigia das participantes, entre outros documentos, um plano de trabalho com especificações sobre todas as ações que serão realizadas na área do Utinga.

Além da implementação e manutenção de serviços como cafeterias, loja de lembrança, estacionamento, serviços ecoturísticos, a OS será responsável também pela implementação do Projeto de Sinalização do Parque Estadual do Utinga, elaborado pela Secretaria Estadual de Cultura, em parceria com o Ideflor-bio.

Para Wendell Andrade, diretor de Gestão e Monitoramento das Unidades de Conservação do Ideflor-bio, o contrato firmado com a OS propõe o engrandecimento do Parque e firma o compromisso da Unidade de Conservação com a proteção da natureza e com o desenvolvimento social. “A gestão compartilhada é uma ferramenta de modernização na forma de gerir alguns espaços públicos. Com isso, o principal objetivo é melhorar a experiência turística dos visitantes do Parque”, explica.

Gestão Compartilhada – A Pará 2000 é uma associação civil privada sem fins lucrativos, que possui contrato de gestão com o Governo do Pará, por meio da Setur. No estado, ela já administra espaços como a Estação das Docas, o Mangal das Garças, o Hangar, o Mangueirinho e o Carajás Centro de Convenções, em Marabá.

A Organização gerencia os espaços de forma compartilhada com a esfera estadual. No caso do Parque do Utinga, a gestão é compartilhada com a Setur, que tem parceria firmada com o Ideflor-bio, o qual gere todas as Unidades de Conservação Estaduais do Pará. Questões relacionadas à conservação da Natureza e a ações voltadas para o meio ambiente, como a educação ambiental, monitoramento da biodiversidade, valorização das comunidades do entorno e proteção ambiental continuam a cargo do Ideflor-bio.

Segundo Julio Meyer, mesmo que a gestão administrativa seja feita por uma OS, isso não significa a privatização do espaço público. “Não é privatização, pois o espaço não passa a pertencer à Organização. O Parque continua sendo público e apenas a gestão dele é dividida com a organização privada e sem fins lucrativos, então o espaço continua pertencendo à população paraense”, explica.

A gestão compartilhada de Unidades de Conservação no Brasil é prevista por lei e pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC, Lei federal 9.985/2000). Ela é uma forma encontrada pela administração pública para melhorar o funcionamento de diversos espaços voltados para o turismo, o lazer, a educação e a cultura. Outras UCs brasileiras, como os parques nacionais da Tijuca, no Rio de Janeiro, e do Iguaçu, no Paraná também já são geridos de forma compartilhada.

Texto: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

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