Parque do Utinga

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Biodiversidade

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O Parque Estadual do Utinga apresenta rica e abundante biodiversidade. Ele é formado por florestas de terra firme, com um solo argiloso e úmido, vegetação de palmeiras, ervas, epífitas, lianas, arvoredos e árvores. Mas também é possível encontrar no Utinga florestas de igapó, principalmente nas margens  dos lagos Bolonha e Água Preta e em áreas de terreno baixo e úmido; e floresta ombrófila densa, distribuída por diversas áreas ao longo do território.

 

A riqueza de ambientes do Parque proporciona a proteção de diversas espécies de plantas e animais da fauna amazônica. Além disso, vale ressaltar que o Parque está inserido em uma das regiões de maior biodiversidade na Amazônia, mas que, nos últimos, é uma das áreas mais impactadas pelo homem.

 

Um levantamento da flora do Utinga, realizado durante a revisão do Plano de Gestão da Unidade de Conservação (ago/2013-ago2018), documento que norteia a gestão do Utinga, regristou a presença de 1.656 plantas, distribuídas em 47 famílias, 119 gêneros e 151 espécies de formas de vida vegetal diferentes. Das 151 espécies botânicas registradas, cinco estão nas Listas Estadual (SEMA, 2007), Federal (MMA, 2008) e Mundial (IUCN, 2012) de espécies ameaçadas de extinção: três são vulneráveis, uma está em perigo de extinção e uma está criticamente em perigo de extinção pelos critérios adotados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) e pelo Estado do Pará.

 

A fauna do Parque também é abundande. São cerca de 400 espécies de animais, distribuidos entre mamiferos terrestres, aves, répteis, peixes, anfíbios e insetos.  Algumas dessas espécies, como o souim-preto, o gato maracajá, são consideradas vulneráveis pelas listas estaduais, nacionais ou internacionais.

 

Tudo isso faz do Parque uma área prioritária de Conservação (previsto no Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da biodiversidade Brasileira). De acordo com a legislação federal, ele é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, o que impede uso de sua biodiversidade para fins de comercialização, subsistência e habitação.