Parque do Utinga

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Parque Estadual do Utinga

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O Parque Estadual do Utinga é uma Unidade  de  Conservação Estadual criada para preservar os ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. O Utinga estimula ainda a realização de pesquisas  científicas e incentiva o  desenvolvimento de atividades de educação ambiental e turismo ecológico.

Atos Normativos relacionados:

  1. Decreto Estadual nº. 1552/1993: cria o Parque Ambiental de Belém e regula seu funcionamento;
  2. Decreto Estadual nº. 1330/2008: readequa o Parque Ambiental de Belém consoante SNUC e incrementa dispositivos ante o Decreto anterior;
  3. Decreto Estadual nº. 265/2011: reestabelece os limites físicos do Parque Estadual do Utinga.

O Parque Estadual do Utinga (PEUt) é o maior símbolo da diversidade biológica existente na Região Metropolitana de Belém (RMB). Ele está situado dentro do Centro de Endemismo Belém, que chama a atenção por uma rica biodiversidade, mas também por ser uma das regiões mais ameaçadas da Amazônia Legal, já que acompanha o crescimento da segunda maior zona urbana do Norte do país. Nas últimas décadas, a RMB sofreu um grande crescimento populacional e a ocupação desordenada gerada por esse crescimento ocasionou a  fragilidade ambiental de extensas áreas, com efeitos diretos no saneamento, na saúde e na qualidade de vida de diversas pessoas.

O Utinga é uma das poucas áreas da RMB em que as condições ambientais e paisagísticas estão consideravelmente preservadas. A área é, ainda, concebida como um “celeiro das águas”, pois os dois lagos que o Parque abriga – o Bolonha e o Água Preta – são responsáveis pelo abastecimento de cerca 70% da população da RMB. São mais 1,5 milhões de pessoas que, diariamente, usam a água tratada que sai do Parque.

O Utinga também foi “eleito” pela população, sobretudo nos últimos anos, a grande opção de recreação e práticas saudáveis em contato com a natureza de Belém. A UC abrange uma área equivalente a quase 1.400 campos de futebol e está localizado na zona continental urbana da capital, possibilitando um alto fluxo de visitantes durante o ano inteiro. O Parque atende não apenas moradores do entorno, mas também os de bairros e municípios adjacentes, além de turistas nacionais e internacionais.

A área é utilizada para caminhar, correr, andar de bicicleta, patins e skate, além de exercícios contemplativos de beleza cênica e meditativos. Mas o Utinga também tem opções para quem gosta dos esportes mais radicais: aqui é possível praticar a escalada em árvore, o rappel, o boia cross e ainda aproveitar uma – ou todas – das nove trilhas ecológicas com diferentes níveis de dificuldade e percursos – todas em contato direto com a abundância e a riqueza de espécies de fauna e flora encontradas no Parque.

Isso porque o Parque Estadual do Utinga apresenta rica e abundante biodiversidade. A flora abrange, nas regiões internas e altas do Parque, florestas de terra firme sobre solo argiloso e úmido, vegetação de palmeiras, ervas, epífitas, lianas, arvoredos e árvores. É possível encontrar também florestas de igapó às margens dos Lagos Bolonha e Água Preta e áreas de terreno baixo e úmido, assim como floresta ombrófila densa, distribuída por diversas áreas ao longo do Parque.

Um levantamento da flora do Parque, realizado durante a revisão do Plano de Gestão (ago/2013-ago2018) que nortea a gestão ambiental da UC, registrou 1.656 plantas, as quais estão distribuídas em 47 famílias, 119 gêneros e 151 espécies de formas diferentes de vida. Esses dados atestam que a floresta do Parque Estadual do Utinga apresenta uma alta diversidade da flora, com um Índice de Diversidade de Shannon H’= 4,1, considerado um valor alto para florestas tropicais. A flora também possui alta proporcionalidade entre o número de plantas e as espécies presentes no Parque. A métrica que avalia a proporcionalidade é o grau estimado de equabilidade de Pileou, que varia entre 0 e 1. O índice do Utinga é J’= 0,81, bastante elevado para a Unidade de Conservação.

O parque apresenta, mesmo, cinco espécies de plantas cadastradas nas listas Estadual (SEMA, 2007), Federal (MMA, 2008) e Mundial (IUCN, 2012) de espécies ameaçadas de extinção: três são vulneráveis, uma está em perigo de extinção e uma está criticamente em perigo de extinção pelos critérios adotados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e pelo Estado do Pará. A conservação dessas espécies também está relacionada com a estabilidade dos percentuais de desmatamento no Parque, estagnado em 54% entre 2004 e 2014, segundo dados retirados do PRODES, que realiza o monitoramento de desmatamento na Amazônia.

Também é possível encontrar uma grande diversidade animal no Utinga. São aproximadamente 400 espécies de animais mamiferos terrestres, áves, peixes, répteis e insetos. Algumas delas também estão ameaçadas de extinção, como as ararajubas, o gato-marcajá e o soin-preto. Aqui no parque, todas essas espécies encontram uma lugar seguro, preservado, de repeito aos animais, às plantas, à vida.