Ideflor-bio e Sebrae realizam curso de Condutor de Atrativos Naturais em Monte Alegre

Conforme o Ministério do Meio Ambiente, experiências de ecoturismo de base comunitária estão dando seus primeiros passos em território nacional. Para que se consolidem como atividade econômica viável, dependem de políticas públicas que valorizem os conhecimentos, saberes e tradições das comunidades, e estimulem o empreendedorismo social no processo de transformação da rica sociobiodiversidade em produtos ecoturísticos com a “cara” do Brasil. Dentro desta perspectiva, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizou no período de 30/10 a 01/11 de 2015, o curso de capacitação de condutores de atrativos naturais no município de Monte Alegre.

O evento contou com a participação de 26 jovens das comunidades do entorno do Parque Estadual Monte Alegre (Pema), que fazem parte da Associação de Condutores do Pema, criada em setembro deste ano, com o apoio e incentivo da gestão do parque. O curso abordou as temáticas de desenvolvimento sustentável, turismo e suas categorias, ecoturismo e perfil dos condutores ambientais locais. Além da parte teórica o curso teve aula prática, onde os participantes conduziram a instrutora nos principais pontos turísticos e receberam alguns orientações de como poderiam realizar seus trabalhos.

Segundo a instrutora do Sebrae, Silvia Rosalino, o reconhecimento e regulamentação dos condutores naturais ainda é incipiente no Brasil. Contudo, essas ações apresentam perspectivas promissoras, especialmente quando se analisa o potencial ecoturístico e a biodiversidade do país. “Guias e condutores capacitados são necessários para que os visitantes do Pema tenham uma aventura segura e inesquecível”, completou Silvia.

O condutor é o profissional que conduz pessoas em ambientes naturais protegidos e de interesse paisagístico. Além disso, ele auxilia órgãos ambientais e culturais no monitoramento das áreas que atua, sendo esta ação uma de suas contrapartidas às áreas públicas das quais retira o seu sustento. Algumas pessoas sobrepõem erroneamente a função de condutor ambiental local com a de guia de turismo. Contudo, são profissionais distintos, que se complementam, apesar de poderem trabalhar com o mesmo tema. “Guia e condutor não devem ser vistos como concorrentes, mas como profissionais que se complementam e que diversificam roteiros turísticos”, ressalta Patrícia Messias, gerente da unidade.

 

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