Ideflor dá continuidade ao programa de monitoramento do Gavião Real na Região do Araguaia

A Gerência  da  Região  Administrativa  do  Araguaia, do  Instituto  de  Desenvolvimento  Florestal  e  da  Biodiversidade  do  Estado  do  Pará (Ideflor-bio), dá  continuidade ao Programa de Monitoramento do Gavião Real (PMGR), no  Parque  Estadual  Serra  dos  Martírios-Andorinhas  (Pesam) e  na  Área de Proteção Ambiental (APA) Araguaia.

A espécie (Harpia harpyja), ameaçada de extinção, é  considerada  a  maior  ave de rapina do Brasil, além de ser o principal bio-indicador destas Unidades de Conservação, motivo pelo qual é necessário o monitoramento na área, a fim de garantir modo de vida e reprodução adequados, visto que os ninhos da harpia atraem visitação, inclusive de turistas do exterior.

O uso dessas espécies chave da fauna e flora, bem como a implantação de protocolos de monitoramento, são fundamentais também para subsidiar as tomadas de decisão relativas ao manejo e gestão da biodiversidade das Unidades de Conservação e o desenvolvimento de políticas públicas por parte da sociedade civil.

À frente dos projetos de monitoramento no Pesam e APA Araguaia, em São Geraldo do Araguaia, estão a engenheira ambiental Edla Tavares e a bióloga Nívia Pereira, ambas do Ideflor-bio. De acordo com a engenheira ambiental do instituto, o Programa de Monitoramento do Gavião Real é de suma importância, visto que a harpia é um animal que ocupa o topo da cadeia alimentar e exerce a importante função de manter o equilíbrio do quantitativo faunístico.

“Atualmente temos três ninhos sendo monitorados e recebemos a informação da existência de mais um. Quando algum comunitário encontra um ninho dessa espécie, nos comunica e vamos até o local para verificar o nível de atividade do mesmo e, assim, passa a ser mais um ponto de monitoramento”, conta Edla.

A parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) é também uma das ações que o projeto contempla, além da definição e implantação de protocolos  de  monitoramento, inclusive  para  visitações, como  forma  de  incentivar  esta  modalidade  de  turismo, coletas, análises de material biológico, diagnóstico ambiental, reuniões, capacitações nas comunidades, escolas e nas propriedades rurais privadas.

Ninho de Gavião real (Harpia harpyja)

No  segundo  semestre  deste  ano,  a  gerência implantará   o   projeto   de  monitoramento da biodiversidade ,    que     tem     como    ponto fundamental    o    princípio    da   metodologia participativa, no  qual  os  comunitários  também serão  os  responsáveis pela coleta de dados de espécies arbóreas, mamíferos, aves e borboletas frugívoras, em três pontos fixos de amostragens, que serão instalados dentro do Pesam.

Todos os referidos projetos contam com apoio do programa federal Áreas Protegidas da Amazônia, maior  conservadora  de  florestas  tropicais  no mundo, ação do Governo Federal, coordenada pelo  Ministério  do  Meio  Ambiente  (MMA)  e gerenciada   financeiramente    pelo    Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com o objetivo de proteger, no mínimo, 60 milhões de hectares da Amazônia brasileira.


 ✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio

 

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