Membros do Combu e Metrópole da Amazônia recebem propostas de implantação e manejo

Cerca de 30 produtores da Área de Proteção Ambiental (APA) da  Ilha  do  Combu  e  do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia participaram nesta quarta-feira (13) de uma reunião, no auditório da Companhia  de  Saneamento  do  Pará  (Cosanpa), para  ouvir  propostas de implantação e manejo nas Unidades de Referências Tecnológicas de suas comunidades locais.

A reunião foi organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, que  também  contou  com  a  presença  de membros da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), além de membros dos Conselhos Gestores e da Associação de Moradores do Combu e Metrópole da Amazônia.

Durante o encontro  foi  realizada  uma  oficina  sobre  Sistemas  Agroflorestais  (SAFs)  Agroecológicos, ministrada  pelo pesquisador Osvaldo Ryohei Kato, da Embrapa, que atua  no  desenvolvimento  de  pesquisas e tecnologias relacionadas a Sistemas Agroflorestais, onde agricultura e floresta se encontram aliando a produção de alimentos à conservação dos recursos naturais, dada a importância da referência em tecnologia de produção agroflorestal das propriedades dos agricultores.

“Os benefícios econômicos, ambientais e sociais dos SAFs são inúmeros”, afirma  o  pesquisador  Osvaldo  Kato, que  citou exemplos como a diversificação da produção agrícola e florestal na propriedade, recomposição da paisagem, reflorestamento, recuperação de áreas degradadas, aumento da capacidade produtiva do solo, segurança alimentar e aumento de renda para o produtor, conservação  ambiental, biodiversidade  da  flora  e fauna, redução do desmatamento, das queimadas e dos impactos nas mudanças climáticas globais.

Segundo Júlio Meyer, Gerente das Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém, do Ideflor, esta primeira etapa do projeto é de sensibilização. “Primeiro  estamos  mostrando  nossas  idéias  para  depois  fazermos  visitas  de  campo. Posteriormente montaremos um calendário de atividades a partir da demanda  das  comunidades  envolvidas  no  projeto, de  acordo  com  a  realidade  local. O  sucesso  deste  trabalho  depende  do  grau  de envolvimento e comprometimento das comunidades junto ao Ideflor-bio e as instituições parceiras.”, explicou.

Durante o período de um ano, a equipe técnica do Ideflor-bio e seus parceiros institucionais acompanharão as unidades promovendo espaços de teoria e prática referentes  ao  manejo  adequado  das  espécies  de  interesse  na  região, construindo a diversificação da produção e geração de renda distribuída ao longo do ano, junto à conservação da biodiversidade das Unidades de Conservação (UC).

No final do mês de abril, uma  equipe  de  20 pessoas das comunidades de Ponta Negra, Santo Antônio, Abacatal, São Benedito, Piriquitaquara e Combu farão visitas de campo em propriedades familiares que já realizaram a implantação de  Sistemas  Agroflorestais, em Tomé-Açu, para conhecimento do trabalho, dando continuidade assim ao projeto, junto às Unidades de Conservação envolvidas.

SAFs – Os SAFs são a imitação da cobertura vegetal da floresta, sendo o aspecto diversificação a essência e seu fundamento. Essa perspectiva favorece a recuperação  da  produtividade  de  solos  degradados através de espécies arbóreas implantadas, que adubam naturalmente o solo, reduzindo a utilização de insumos externos, os  custos  de  produção  e  aumentando a eficiência econômica da unidade produtiva. Além disso, a maior diversificação representa mais produtos comercializáveis, favorecendo uma geração de renda mais harmônica no tempo. Esse contexto é muito adequado para a pequena produção familiar.

Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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