Ninho de Gavião-real é encontrado na APA Araguaia

Com objetivo de confirmar as informações dos moradores da comunidade da Vila de Santa Cruz dos Martírios, foi realizada uma expedição próximo ao rio Gameleira, na Fazenda Cachoeira, devido aos relatos da existência de um novo ninho do Gavião-real, já no limite da APA Araguaia.

Durante a visita técnica, constatou-se que o ninho encontrava – se ativo, pelo fato da ave ter sido avistada no momento da visita, além de vestígios de uma possível presa da ave.

Durante a expedição também foi encontrado ossos de preguiça ao redor de outra árvore e uma pena de ave, provavelmente de Harpia harpyja, em uma distância aproximadamente de 400 m da árvore do ninho. A equipe técnica decidiu realizar o monitoramento do ninho e o nomeou “Ninho Gameleira”, pela proximidade do rio Gameleira.

De acordo com a Engenheira Ambiental do Ideflor-bio, Edla Tavares, a equipe se dirigiu ao local assim que recebeu a informação da existência do ninho. “Pelo caminho encontramos restos mortais de preguiça e mais na frente, embaixo da árvore do ninho, encontramos mais fragmentos de ossos, cuja espécie ainda não foi identificada. A importância dessa identificação é estudar os hábitos alimentares e determinar as espécies de presas que podem ser consumidas pelo Gavião-real.”, explicou.

Posteriormente, foi realizada outra visita técnica em ninho da TI do Povo Aikewara do Sororó, na Aldéia Suruí, área protegida que se conecta com a APA Araguaia, e apresenta grande incidência de ninhos da harpia. Na ocasião foi encontrada um bico de ave, possivelmente de um tucano, além da presença de um ninho.

Segundo Nívia Pereira, Gerente de Biodiversidade – GBIo do Ideflor-bio, o ninho encontrado não apresentava uma das características principais de um ninho típico de harpia pois existem artigos que comprovam que há um padrão arquitetônico das árvores onde são localizados os ninhos, assim como a posição mais adequada, no caso, na forquilha principal da árvore. “Este ninho em questão encontrava-se em um galho lateral da forquilha, porém, acredita-se que seja de uma outra espécie do grupo dos rapinantes, possivelmente um Spizaetus ornatus gavião-de-penacho, que também é uma espécie muito bela, rara e bioindicadora de um ambiente ainda equilibrado ecologicamente.”, disse.


Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio

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