Ideflor-bio participa de II Jornada Acadêmica de Oceanografia

Com o objetivo de valorizar a área e celebrar o profissional oceanógrafo, o Centro Acadêmico de Oceanografia, em parceria com a Meandro Empresa Júnior de Oceanografia da Universidade Federal do Pará (UFPA) promoveu a II Jornada Acadêmica de Oceanografia, nos dias 3, 4 e 5 deste mês, que abordou o tema “A Oceanografia e os Desafios da Sociedade na Utilização dos Recursos Naturais”.

A programação, realizada no Auditório Setorial Básico da UFPA, contou com minicursos relacionados a grandes áreas da Oceanografia e palestras com pesquisadores que possuem linhas de pesquisa relacionadas ao curso. Entre eles, a Gerente da Região Administrativa do Marajó, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), Maria Bentes, que ministrou uma palestra com o tema “Unidade de Conservação do Estado do Pará – Ferramentas para Proteção da Biodiversidade e Desenvolvimento Local”, destacando a importância da criação e conservação das áreas protegidas pelo Estado, no sentido de promover a gestão participativa, com o envolvimento de toda a comunidade no cuidado das UC’s.

Na ocasião, foi ressaltado que as Unidades de Conservação são definidas como espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.

A servidora do Ideflor-bio também ministrou um minicurso intitulado “Introdução à Biologia Reprodutiva de Espécies Marinhas e Costeiras”, junto com a Bióloga Liziane Barbosa, tratando dos conceitos do tema e de dois estudos: um sobre ostras e outro sobre peixes. Dados da Biologia Reprodutiva foram debatidos, sendo de grande importância para a definição de períodos de defeso e tamanho mínimo de captura, contribuindo para a conservação das espécies sem interferir negativamente na produção.

Os estudos histológicos são essências para definição dos estágios de maturação dos animais. Para peixes até podemos fazer análise macroscópica, mas é através da microscopia que temos dados mais consistentes. Damos relevância a esses estudos para que haja a identificação de áreas importantes para conservação, além de ser uma pesquisa aplicada, pois pode indicar dentro de uma Unidade de Conservação, áreas de intervenção nulas durante a elaboração do plano de manejo. É importante que esses eventos sejam realizados com a participação dos órgãos ambientais a fim de que possamos ir dialogando formas de executar ações complementares.”, finalizou Maria Bentes.

Outros temas como “Morfodinâmica de Praias Amazônicas” e “Água, Recursos Hídricos e Sustentabilidade: Modelos de Análise Aplicados a Bacias Hidrográficas”, também foram abordados durante a jornada.

✎Texto: Denise Silva / Ascom Ideflor-bio


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