Visita técnica do Ideflor-bio faz inventário turístico e assistência técnica em comunidades de Marituba e Benevides

Uma equipe de técnicas do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) visitou as comunidades Ponta Negra e Santo Amaro nos arredores do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia, entre os municípios de Marituba e Benevides, nos dias 16 e 17 de maio. As técnicas realizaram ações de assistência e monitoramento de atrativos turísticos nos locais.

A visita faz parte do projeto AgroVárzea, gerido pelo Ideflor-bio, que tem como objetivo promover o desenvolvimento da cadeia produtiva dos agricultores rurais que vivem nas Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém. Durante os dois dias, a engenheira agrônoma do Ideflor-bio, Laura Dias, fez, junto com agricultores familiares, o plantio de 106 mudas de cacau-de-várzea em propriedades rurais locais.

“A plantação foi feita pelos agricultores, com o nosso auxílio. Ensinamos a eles todo o processo de plantio, desde a abertura das covas que recebem as mudas, até os cuidados com a manutenção da plantação”, conta a agrônoma.

As mudas de cacau-de-várzea são oriundas de um viveiro de mudas implantado pelo Ideflor-bio na comunidade quilombola do Abacatal, também em Marituba, e que abastece todos os grupos beneficiados pelo AgroVárzea. O desenvolvimento das plantações será acompanhado por equipes do Ideflor-bio, que farão visitas mensais de assistência técnica nas comunidades.

Cadastro – Além da assistência técnica na produção de mudas, a equipe do Ideflor-bio também organizou um cadastro para a caracterização da atividade extrativista na Ponta Negra e em Santo Amaro. O cadastro traz informações socioeconômicas dos agricultores, como idade, grau de escolaridade, renda, e também dados sobre o extrativismo de base comunitária, como as atividades realizadas, os produtos que são extraídos, período e maneira de extração e comercialização.

O cadastro levantou também demandas dos agricultores para a comunidade e conhecimentos de educação ambiental. Para Laura Dias “esse cadastro é muito importante, pois com ele teremos informações mais precisas sobre o perfil e a atividade dos produtores rurais e assim poderemos conhecer de fato quem eles são, quais as necessidades e a partir disso refinar as nossas metas e ações”.

Turismo – A equipe do Ideflor-bio avaliou, ainda, o potencial turístico das áreas. A turismóloga Letícia Freitas fez inventário fotográfico de rotas de acesso às comunidades, como a ponte de madeira da Ponta Negra, e também o levantamento de atrativos e infraestrutura para o turismo ecológico.

Um dos atrativos levantados é a trilha da Virola, um percurso ainda virgem aberto pela comunitária Eliana Dias e que se estende pelo território do Revis. A trilha é composta por diversas espécies de plantas, como o patauá, a castanheira, o ananin e o areu-areu. A virola, que dá nome à trilha, é uma espécie ameaçada de extinção.

“O interessante é que todas essas espécies foram identificadas pela própria Eliana, o que mostra as marcas do conhecimento popular que essas comunidades desenvolvem ao longo do tempo na relação com a natureza. Do ponto de vista turístico, é essencial dar espaço para o conhecimento tradicional no dia-a-dia dessas pessoas”, assinala Letícia Freitas.

Nos próximos meses, a equipe do projeto AgroVárzea irá realizar a limpeza e sinalização da trilha e o treinamento dos moradores em condução de trilhas, para que a Virola possa se tornar uma rota de turismo ecológico na comunidade.

Texto: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

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