Mais de 136 mil tracajás e tartarugas da Amazônia ganharam os rios de Áfua em 2018

Mais de 136 mil filhotes de tartarugas da Amazônia e de tracajás foram soltos, este ano, no município de Afuá, Marajó. As solturas fazem parte do Programa Quelônios da Amazônia, que busca incentivar a reprodução e proteção desses que são dois dos maiores representantes brasileiros entre os quelônios de água doce.

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), por meio da Gerência da Região Administrativa do Marajó (GRM), e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Amapá (IBAMA/AP) fizeram, durante as primeiras semanas de novembro, o monitoramento populacional e o manejo conservacionista dessas espécies.

No Marajó, as praias da Ilha do Camaleão, em Afuá, são as zonas em que essas espécies costumam fazer seus ninhos. As praias ficam às cercanias do Parque Estadual Charapucu e da Área de Proteção Ambiental Marajó, ambas Unidades de Conservação estaduais geridas pelo Ideflor-bio.

“Com o Programa Quelônios da Amazônia, e o monitoramento e manejo desses quelônios, busca-se assegurar a reposição do estoque natural desses animais nos rios da região e, assim, manter o equilíbrio ambiental das espécies e das outras formas de vida que coexistem com os quelônios Amazônicos”, explica Amanda Quaresma, gerente das UCs.

Durante as ações ocorridas no mês de novembro, técnicos do Ideflor-bio e do Ibama acompanharam o trabalho da família do sr. Luiz Silva, capacitada durante os últimos anos para promover a reprodução e desova das tartarugas da Amazônia e tracajás na ilha do Camaleão.

Segundo o filho do sr Luiz, Diego Silva, as praias onde os quelônios depositam seus ovos sofrem inundações frequentes devido às variações da maré, o que torna o trabalho de monitoramento árduo. Por isso, após a desova, uma equipe especializada – acompanhada de técnicos do Ibama – coleta e transporta esses ovos para uma área de translocação, onde são colocados em covas acima do nível da maré e aguardam a eclosão.

Para Clarissa Rodrigues, técnica do Ideflor-bio no Marajó, “o trabalho realizado pela família do sr. Luiz em parceria com o IBAMA e auxílio do Ideflor-bio é fundamental e já se pode perceber a recuperação dos estoques populacionais das duas espécies de quelônios. A expectativa é que em 2018 o número de filhotes soltos seja ainda maior!”.

Texto: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

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