Workshop no Utinga discute observação de aves

O Pará possui aproximadamente 890 espécies de aves. O número é quase a metade do computo brasileiro – 1904 espécies – e superior ao total dos Estados Unidos – 750 espécies, aproximadamente. É o que conta o guia naturalista mineiro Fred Crema, que esteve no Parque Estadual do Utinga na última quarta-feira, 7, para um workshop sobre observação de aves.

O workshop aconteceu no auditório do Parque e contou com a participação de servidores do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiverisdade (Ideflor-bio), estudantes e membros de grupos que trabalham com o turismo de aventura no Pará, como o Amazônia Aventura.

A observação de aves consiste numa atividade que demanda paciência, atenção e conhecimento dos praticantes. Exige, por exemplo, que os observadores, às vezes, fiquem diversas horas à espera do aparecimento de uma ave; e que tenham uma audição aguçada, já que, quanto às aves, “primeiro se escuta o cantar para depois vê-las”, explica Fred Crema.

Durante o workshop, Fred mostrou as diversas possibilidades de trabalho com a observação de pássaros. “Ela é ao mesmo tempo um benefício para a saúde, um estilo de vida e uma atividade econômica”, explica.

Como benefício à saúde, a observação possibilita uma maior vivência e relação com a natureza; já do ponto de vista do estilo de vida, ela é uma prática que envolve as diversas escolhas relacionadas com consumo, viagens e lazer, por exemplo. “Na economia, a observação movimenta bilhões de reais anualmente, há empresas de turismo especializadas no assunto e é uma prática que pode ser desenvolvida em lugares como o Parque do Utinga”, conta.

A prática pode ser incentivada por condutores e guias, que levam observadores para espaços, como o Utinga, que possuem espécies raras e até mesmo ameaçadas de extinção, como as ararajubas. Observar aves exige alguns equipamentos básicos, como os binóculos, caderno de observação, câmeras fotográficas ou celulares e também cuidados de segurança que devem ser tomados na incursão à natureza.

Texto: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

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