Ideflor-bio participa da 1º Reunião do Conselho Gestor do Mosaico de Áreas Protegidas do Gurupi

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade, por meio da Diretoria de Gestão da Biodiversidade/Gerência de Sociobiodiversidade, participou nos dias 25 e 26 de fevereiro em Santa Inês do Maranhão da 1º Reunião do Conselho Gestor do Mosaico de Áreas Protegidas do Gurupi.

O Mosaico do Gurupi protege os últimos grandes remanescentes florestais de uma região biogeográfica de ocorrência de espécies de fauna e flora únicas chamadas pelos pesquisadores de Centro de Endemismo de Espécies Belém, um dos mais ameaçados dos oito existentes em toda a Amazônia.

Ideflor-bio

A lei 9.895/2000 que cria o Sistema Nacional de Unidades de Conservação estabelece que um Mosaico é “um conjunto de unidades de conservação de categorias diferentes ou não, próximas, justapostas ou sobrepostas, e outras áreas protegidas públicas ou privadas”, cuja gestão deve ser feita de maneira conjunta e integrada, sendo segundo o Ministério do Meio Ambiente um modelo de gestão que busca a participação, integração e envolvimento dos gestores de Unidades de Conservação e da população local na gestão das mesmas, de forma a compatibilizar a presença da biodiversidade, a valorização da sociodiversidade e o desenvolvimento sustentável no contexto regional.

O Mosaico de Áreas Protegidas do Gurupi é bem especial e diferente de outros existentes no Brasil, pois é formado por seis Terras Indígenas – Terra Indígena Alto Rio Guamá; Terra Indígena Alto Turiaçu; Terra Indígena Pindaré; Terra Indígena Carú; Terra Indígena Awá e Terra Indígena Araribóia, uma Unidade de Conservação da Natureza a Reserva Biológica do Gurupi que está localizado entre os estados do Pará e Maranhão.

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O Conselho Gestor do Mosaico do Gurupi é uma forma de fortalecimento da governança territorial dessas áreas, pois coloca efetivamente em articulação diversos organismos governamentais e não governamentais federais, estaduais e municipais, que têm a missão de proteção dos últimos remanescentes florestais do CEB-Belém que abriga uma grande diversidade biológica e cultural brasileira.

“O Ideflor-bio terá um papel importante na consolidação do Mosaico do Gurupi, pois além de ter o horizonte de criação de mais uma Unidade Estadual de Conservação da Natureza no nordeste paraense, fato que fortalecerá sobre maneira a composição do Mosaico, atua realizando atividades de apoio à gestão ambiental e territorial da Terra Indígena Alto Rio Guamá, uma das terras indígenas integrantes do Mosaico do Gurupi localizada no Pará”, afirma Cláudia Kawage, Gerente de Sociobiodiversidade do Ideflor-bio.

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