Ideflor-Bio encerra Semana do Meio Ambiente no Parque Estadual do Utinga

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) encerrou a Semana de Meio Ambiente com uma vasta programação, na manhã deste sábado (08), no Parque Estadual do Utinga (Peut), uma das 26 unidades de conservação administradas pelo Instituto. No Centro de Acolhimento do Parque, a Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM-PA) emocionou e alegrou os visitantes com muita música – o público dançou e cantou do MPB ao carimbó.

Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar do Pará. Créditos: Faustino Castro.

Ainda no Centro de Acolhimento, em parceria com o Ideflor-Bio, a Semas promoveu a apresentação de cine ambiental. A programação teve a parceria do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). Um grupo de 39 crianças frequentadoras de igrejas localizadas no entorno do Parque, além de visitantes, foram expectadoras de ministrações lúdicas acerca dos cuidados para com a preservação ambiental. E, ao final da programação, o Ideflor-Bio realizou o sorteio de uma bicicleta infantil, doada pela empresa parceira Amazônia Aventura. A sorteada foi a pequena Ana Sofia Mendes, 8 anos, visitante do Parque, que sinalizou um desejo de doar a bicicleta.

“É através da educação ambiental que vamos alcançar mudanças de atitudes e comprometimento com o meio ambiente”, avaliou Karla Bengtson, presidente do Ideflor-bio ao falar sobre as ações voltadas as crianças. Para a coordenadora de educação ambiental da Semas, Andreia Monteiro, as ações realizadas nesse sábado representam um bom caminho para o amanhã. “O público infantil será o nosso adulto. A gente tem que trabalhar pra educar e conscientizar e assim garantir a preservação do meio ambiente no futuro”, explicou.

Atividade com o público infantil. Créditos: Ascom/Semas

 

BALANÇO – No decorrer da Semana do Meio Ambiente, a programação do Ideflor-Bio contou com diversas atividades como passeios guiados no Parque e, também, no Sítio Bom Jesus, situado no município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. No Centro de Acolhimento, houve a apresentação de palestras sobre resíduos sólidos e coleta seletiva, além da exibição de filmes voltados à educação ambiental, plantio de mudas e boia cross, dentro do Parque, com alunos da Escola Yolanda Martins.

Exposição de animais vivos – cobras e ararajubas – também impressionou o público que visitou o Parque na última quarta-feira (05), quando foi celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. E, para marcar a data, foi realizada neste dia a entrega do troféu e bicicleta à criança vencedora do Concurso de Escolha do Apelido da Samaumeira. Helena Wanzeler, 9, apelidou carinhosamente a árvore mais famosa do Utinga de “Pávula”. E, nos dias seguintes, visando a capacitação de profissionais, o Ideflor-Bio promoveu ainda um mini-curso sobre sistemas agroflorestais e uma oficina de preparo de substrato e produção de mudas, na sede da Embrapa, em Belém.

“Vivenciamos durante essa semana diversas atividades fomentando essa missão de preservação e respeito para com o meio ambiente. É esse sentimento que a educação acaba gerando, através de uma linguagem muito simples, para que o cidadão desenvolva esse sentimento de pertencimento”, diz a presidente do Instituto. Para Karla Bengtson, promover a educação ambiental é papel de todos os cidadãos, que devem ser multiplicadores de iniciativas sustentáveis. “Nesse momento conclusivo da semana de meio ambiente, estamos realizando atividades em parceria com a Semas, envolvendo as crianças. Essa criança vai chegar para os pais e pedir para não jogar lixo no chão, não utilizar canudinhos de plástico. E isso mostra o quanto ela passa a ser uma multiplicadora de atitudes e compromisso para com o meio ambiente. O mundo agradece essa postura de preservação”, reforça Karla Bengtson.

FEIRA DA BIODIVERSIDADE

 

Créditos: Ascom/Ideflor-Bio

Do mel de abelha produzido pela Uruçu Cinzenta – abelha sem ferrão endêmica na região amazônica – às cachaças saborizadas de bacuri, cupuaçu e graviola.  A Feira da Biodiversidade, promovida pelo Ideflor-Bio também no Centro de Acolhimento, atraiu a atenção dos visitantes para os produtos orgânicos, livres de agroquímicos, oriundos de diversos municípios do interior paraense. Do município de Bragança, nordeste paraense, Raimundo Alves, 74, desenvolve a atividade de apicultura há 10 anos. Depois de formar os seis filhos, ele também resolveu estudar e formou-se em agroecologia.

Feira da Biodiversidade. Créditos: Faustino Castro.

Filha de Raimundo, a advogada Andréa Milene Alves, 48, juntamente com seus cinco irmãos, resolveu profissionalizar a atividade desenvolvida pelo pai e há 3 anos criou a empresa Raynah – uma junção dos nomes dos pais. Hoje eles comercializam não só o mel de abelha colhido da abelha europeia e da regional Uruçu Cinzenta, como os derivados do mel – própolis, grão de pólen, além de andiroba, óleo de coco, entre outros produtos.

Andrea Milene Alves, 48, advogada e produtora de mel de abelha. Créditos: Ascom/Ideflor-Bio

“Criamos a empresa que tem como carro-chefe a produção de mel e derivados. Temos o grão de pólen, um energético natural. Serve de alimento para as abelhas operárias. O extrato de própolis, que na colmeia serve de proteger de bactérias e pra gente é fungicida e bactericida natural. O mel da Uruçu Cinzenta, da nossa região, tem mais flavonoides e probióticos”, exemplifica Andrea.

EXPERIÊNCIA – Frequentadora do Parque, a artesã Rosa Maria Wanghon, 54, não perdeu a oportunidade de levar para casa hortaliças orgânicas. “Achei maravilhoso. Além de termos a caminhada no Parque, ainda temos acesso a esses produtos saudáveis. E essa banda dos Bombeiros pra gente relaxar. Foi uma experiência maravilhosa”, elogia.

Participando pela primeira vez da Feira, o agricultor familiar de Santo Antônio do Tauá, Edielson Alves, 48, atua há 10 anos com a atividade na comunidade rural de Campo Limpo e ressalta que a experiência foi positiva. Juntamente com um grupo de agricultores daquela região, ele comercializa hortaliças como o jambú, cheiro Verde, alface, cebolinha, pimenta de cheiro, cariru, salsa, além da batata doce, tucupi, macaxeira, mamão, gengibre, açafrão, quiabo, matruz, entre outros. “Está sendo bastante produtivo. Para nós que moramos na zona rural, temos dificuldade de escoar nossa produção nas feiras da capital. Então, está sendo uma excelente oportunidade de divulgar nosso produto e ajudar na renda familiar”, assinala.

 

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-Bio.

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