Alunos da Educação Especial participam de Teatro na Floresta

Curupira, mãe natureza, lenhador, árvore, arara, matinta, o homem e a índia. Os conhecidos personagens das lendas amazônicas saíram do imaginário popular diretamente para uma apresentação teatral na floresta, realizada na última quinta-feira (12), na Trilha do Patauá no Parque Estadual do Utinga. Cada cena da história era acompanhada sob o olhar atento do grupo de 19 alunos da Unidade Educacional Especializada Yolanda Martins e Silva, no bairro do Marco.

No mês em que se celebrou o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência do Parque do Utinga, têm promovido essas atividades com o objetivo de conscientizar estudantes e o público infantil sobre a necessidade de preservar o meio ambiente e as áreas protegidas, para que as gerações futuras possam desfrutar dos recursos naturais de forma sustentável.

O Teatro na Floresta é uma iniciativa do Instituto Amigos da Floresta (Asflora), entidade parceira do Ideflor-Bio. “A visão que temos no Ideflor-Bio é de que a comunidade, as escolas, os jovens, professores, universitários e profissionais como os biólogos, estejam integrados conosco para que possamos desenvolver a educação ambiental. O Parque é uma Unidade de Conservação que precisa ser preservada”, reforçou Ivan Santos.

Ararajubas – Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o projeto “Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas (Guaruba guarouba) em Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém”, desenvolvido pelo Ideflor-Bio em parceria com a Fundação Lymington, de São Paulo. Atualmente, o projeto cuida de cinco aves que estão soltas no Parque. Os técnicos em gestão ambiental do Ideflor-Bio, Rubens Aquino e Leonardo Magalhães explicaram de forma didática aos estudantes como vivem as ararajubas.

“Eles interagiram e contribuíram bastante com a atividade. Falamos do projeto de reintrodução da espécie e da importância do trabalho feito pelo Ideflor-Bio, órgão preocupado com a conservação da biodiversidade. E nada melhor do que estar dentro de uma unidade de conservação”, pontuou o biólogo Rubens Aquino. “Explicamos a biologia do animal, tamanho, reprodução, ecologia e o papel deles na natureza. Uma aula prática”, acrescenta o biólogo Leonardo Magalhães.

Ministração sobre o projeto de reintrodução das ararajubas.

Teatro na Floresta – Manejo sustentável, resíduos sólidos, dormência de sementes, ciclo de vida da floresta, respeito ao idoso e ao ser humano, além da utilização dos recursos naturais de forma consciente. Esses foram os temas abordados durante o espetáculo. “Os alunos especiais absorvem as informações com facilidade ao interagir com os personagens. Eles nunca vão esquecer, porque fizeram juntos”, pondera Josiane Mattos, diretora social e de comunicação da Asflora.

Teatro na floresta.

Inclusão – Professora da turma, Nádia Faro explica que a escola atua com deficientes intelectuais, autistas e pessoas com síndrome de down. Eles participam de um projeto voltado para o meio ambiente e fazem o cultivo de hortas. “A gente procura contextualizar as atividades, com plantio, falando da preservação do meio ambiente. Sempre tem aulas diferenciadas, porque eles ficam empolgados e conseguem memorizar esse conhecimento”, afirmou.

Aluno da unidade educacional, Glauber Silva dos Santos, 33, fez questão de participar de todas as atividades. “Gosto de estudar e de ter conhecimento sobre o meio ambiente, trabalho com jardinagem. Ainda não tinha visto uma ararajuba. Nossa Amazônia precisa ser preservada. É um trabalho muito importante feito aqui”, declarou o jovem.

Atividade de boiacross.

Também professora da turma, Maria Angelina Calazans elogiou a iniciativa do Ideflor-Bio. “Eles estão vindo aqui pela segunda vez. Na primeira fizeram plantio de mudas. Agora conheceram o projeto das ararajubas e o teatro”, disse. “É uma iniciativa maravilhosa do Ideflor-bio. Quando chegamos na sala de aula fazemos rodas de conversa para saber o que eles acharam da experiência e eles falam e participam”, complementou.

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-Bio.

Fotos: Divulgação/Ideflor-Bio

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