Comunidades da APA Triunfo do Xingu recebem incentivo para produção de cacau

Duas comunidades inseridas na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu (ATX), a Vila Canopus, em Altamira, e Vila Xadá, em São Félix do Xingu, foram contempladas com a construção de barcaças, que serão utilizadas para o beneficiamento da produção de cacau na região. Promovidas de 8 a de 16 de agosto passado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), as ações fazem parte de mais uma etapa do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia.

O projeto é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Biodiversidade (SBio/MMA), tendo como agência implementadora o Banco Mundial. As atividades foram desenvolvidas pela Gerência da Região Administrativa do Xingu (GRX) do Ideflor-Bio, em parceria com o Escritório Regional do Carajás e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).

Além das barcaças, os agricultores da região receberam do Ideflor-Bio a doação de nove mil mudas de cacau (Theobroma cacao), para o cultivo da espécie em Sistemas Agroflorestais comerciais (SAFs), conforme explicou a presidente do Ideflor-Bio, Karla Bengtson. “O cultivo é feito principalmente em áreas desmatadas. Se torna uma alternativa interessante para o reflorestamento, a diversificação da produção e aumento da renda para a população local”, ponderou a presidente.

Mudas de cacau.

Implantação – O modelo de barcaça instalado nas comunidades tem como finalidade a melhoria na secagem das amêndoas de cacau. A estrutura pode ser usada em outras culturas, como a de milho e mandioca. “O projeto ainda prevê para os próximos meses a instalação de viveiros de mudas na APA Triunfo do Xingu, assim como, a qualificação dos agricultores através de cursos, treinamentos e oficinas”, acrescenta o gerente da GRX, Dilson Lopes.

Trabalho em campo.

Unidade de Conservação – A APA Triunfo do Xingu está a 1.200 quilômetros de distância da capital paraense. Se destaca pelas belezas cênicas, pela rica biodiversidade e a presença das florestas úmidas do interflúvio Tapajós-Xingu. Além disso, a UC, gerida pelo Ideflor-Bio, abriga ainda um vasto conhecimento das populações locais na agricultura de pequeno porte e no processamento de produtos florestais.

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-Bio

Fotos: Divulgação/Ideflor-Bio

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