Incêndio é controlado em Monte Alegre e sítio arqueológico está fora de perigo

Os principais focos de incêndio no sítio arqueológico Serra da Lua, no município de Monte Alegre, oeste paraense, estão controlados. Segundo o 4º Grupamento de Bombeiros Militares de Santarém, uma chuva que caiu no Parque Estadual de Monte Alegre (Pema), por volta das 4h desta segunda-feira (7), e durou cerca de uma hora e meia, contribuiu significativamente para a contenção do fogo. A situação de controle foi confirmada por imagens capturadas por drones.

As duas equipes do Corpo de Bombeiros e demais integrantes da força-tarefa estiveram na região por volta de 5h30 de hoje e não encontraram mais sinais de fumaça. “A área continua sendo monitorada para sanar qualquer dúvida, assim como o trabalho preventivo que é feito aqui”, disse o tenente-coronel Ney Tito da Silva Azevedo, comandante do 4º Grupamento de Bombeiros Militares de Santarém.

A equipe técnica do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), responsável pela gestão da Unidade de Conservação (UC), continua trabalhando no combate e prevenção das queimadas na área de abrangência do Parque – que abriga 15 sítios arqueológicos e a estrutura do centro de acolhimento para receber os visitantes.

Ações de educação ambiental também são promovidas com as comunidades que residem dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, onde o Pema está inserido. A visitação no Parque continua suspensa temporariamente.

Pema – O Parque Estadual de Monte Alegre (Pema) é classificado na categoria de Proteção Integral. É a primeira Unidade de Conservação criada com a participação da sociedade local, por meio da Lei Estadual n° 6.412, de 09 de novembro de 2001. O Parque está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, no município de Monte Alegre, no oeste paraense, distante cerca de 3h30 de Santarém, em percurso feito por balsa.

O Pema é o habitat natural de uma espécie endêmica e ameaçada de extinção, a ave Aratinga maculata, conhecida na região como Cacaué. A Unidade de Conservação foi criada para preservar os ecossistemas naturais de grande relevância ecológica. Isso possibilita a realização de pesquisas científicas e de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação e contato com a natureza, e de turismo ecológico.

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-Bio

Fotos: Maria do Perpétuo Socorro Almeida/Ideflor-Bio.

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