Professores de São Geraldo do Araguaia recebem capacitação em educação ambiental

Professores de escolas ribeirinhas da Área de Proteção Ambiental (APA) Araguaia e do entorno do Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas (Pesam), no município de São Geraldo do Araguaia, sudeste paraense, estão participando da formação de “Professores Educadores Ambientais”. A primeira etapa da capacitação, que terá duração de um ano, ocorreu no período de 12 a 14 de agosto deste ano. A próxima será promovida de 24 a 26 deste mês.

A formação dos profissionais é coordenada pelos professores e colaboradores do Núcleo de Educação Ambiental da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) da cidade. A capacitação está dividida em três módulos: I Formação teórica; II Análise das Condições Socioambientais Locais; III Educação Ambiental na Prática Escolar.

A primeira etapa foi ministrada pelas docentes da Unifesspa, Cristiane Cunha e Luciana Melo. Participaram oito professores das escolas municipais Dom Pedro II, da comunidade Ilha de Campo, da Wildemberg Oliveira de Assis, comunidade de Sucupira, escola Pedro Gomes, comunidade de Santa Cruz, escola Boqueirão, da vila Bandinha, e Candido Portinário, da vila Bandinha II.

Já a segunda etapa consiste no acompanhamento dos planos de ação que foram desenvolvidos pelos professores, com temáticas voltadas para o uso sustentável dos ambientes aquáticos e terrestres da APA Araguaia e do Pesam.

Meta – A formação faz parte de uma das metas do programa de “Monitoramento e Gestão Participativa da Pesca Artesanal como Instrumento de Desenvolvimento Sustentável em Comunidades da Região Amazônica (TO/PA/RR) – Propesca”, que está sendo desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, em parceria com a Unifesspa, com recursos do Fundo Amazônia.

Objetivo – O principal intuito é promover a sustentabilidade do setor pesqueiro das duas Unidades de Conservação (UC), APA Araguaia e Pesam, geridas pelo Ideflor-Bio. O Propesca tem como temática a biodiversidade local, em especial os ecossistemas aquáticos e os problemas que ali ocorrem. As áreas são importantes reservas da biodiversidade por suas características únicas na região, como a transição da floresta amazônica para o ecossistema de cerrado; pelas condições geomorfológicas que influenciam no armazenamento de água no solo, a exemplo da reserva hídrica e o abastecimento dos corpos de água da região.

As unidades abrigam uma expressiva diversidade de ecossistemas aquáticos como cachoeiras, corredeiras, lagos, lagoas naturais, igarapés, pedrais, remansos e floresta alagada – no período de cheia do rio. Integrados aos ecossistemas terrestres, são responsáveis pela produtividade do rio Araguaia, que apresenta elevada riqueza e abundância de espécies de peixes, muitos deles de interesse para a pesca de subsistência e comercial local.

“É de grande relevância a promoção de programas de educação ambiental voltados para a reflexão crítica sobre os impactos ambientais que decorrem da má utilização e manejo dos ecossistemas terrestres e aquáticos, sobretudo daqueles considerados relevantes para a manutenção do equilíbrio da natureza, como os que se apresentam na APA Araguaia e Pesam”, ponderou a docente da Unifesspa, Cristiane Cunha.

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