Agricultores de Bonito são capacitados em recuperação de nascentes

Agricultores de três comunidades do município de Bonito, no nordeste paraense, participaram do “Curso de Recuperação de Nascentes”, realizado no período de 25 a 29 do mês passado. A iniciativa é do Projeto Prosaf/Renascente, coordenado pela Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal – DDF, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).

Ao todo, 20 moradores das comunidades Ramal do Jari e Estiva foram capacitados em mais essa etapa do projeto, que terá continuidade em 2020. O objetivo é recuperar nascentes em propriedades rurais ao longo da bacia hidrográfica do rio Peixe-Boi, que abrange vários municípios da região, como Bonito, Capanema, Peixe Boi, Santarém Novo, Nova Timboteua e Primavera.

“Esses municípios enfrentam vários problemas, principalmente quanto à degradação das Áreas de Preservação Permanente (APP), influenciando diretamente a preservação de suas nascentes, matas ciliares e o rio Peixe Boi”, observou o técnico da DDF, Estevam Coqueiro.

Com duração de cinco dias, o curso foi divido nas etapas teórica e prática, sendo ministrado pela instrutora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Kelly Keiko, juntamente com a equipe técnica do Ideflor-bio. Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) também contribuíram com as atividades.

Capacitação – Na parte teórica, a capacitação abordou sobre a importância da água; a formação e os tipos de nascentes; legislação, além de mostrar os cinco passos do processo de recuperação das nascentes, que, na prática, são: fazer a identificação das nascentes, cercar, limpar, controlar a erosão e replantar espécies nativas na área.

Na capacitação prática, os agricultores visitaram áreas de nascentes preservadas, para fazer um contraponto, e nas áreas com nascentes e APP degradadas, os participantes puderam aplicar os princípios da recuperação e proteção.

“O intuito é conscientizar os participantes sobre a importância de preservação no contexto ambiental, econômico e social. A recuperação dessas áreas é de extrema importância para a manutenção dos ecossistemas terrestre e aquático, o que melhora a qualidade de vida do ser humano”, pontuou a presidente do Ideflor-bio, Karla Bengtson.

Projeto – Foi criado pelo Ideflor-bio com o objetivo de utilizar práticas de recuperação de áreas antropicamente alteradas e/ou degradadas, pela ação do homem, sobretudo nas Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL), nascentes e demais áreas produtivas. Isso é feito através da recomposição florestal com a implantação de Sistemas Agroflorestais – SAF comerciais. As ações garantem segurança alimentar, geração de renda e a redução do passivo ambiental para a agricultura familiar.

A capacitação é parte integrante das ações previstas no projeto. A finalidade é atender a legislação vigente do Código Florestal, Lei Federal Nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que estabelece normas para proteção da vegetação nativa.

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

Fotos: Divulgação/Ideflor-bio

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