Municípios paraenses receberão apoio técnico para a criação de Unidades de Conservação

Preservar, conservar e proteger amostras representativas dos ecossistemas e da biodiversidade distribuídos nos biomas amazônicos. É com esse intuito que, além de criar e promover a gestão de Unidades de Conservação estaduais, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), por meio da Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio), desenvolve o “Projeto de Apoio à Criação de Unidades de Conservação da Natureza Municipais”.

O Instituto já apoiou a criação de Unidades de Conservação (UC) municipais em Juruti, Capanema, Castanhal e Redenção. E, ao longo de 2019, prestou apoio técnico para a criação de UCs em Curuçá, Abaetetuba e São João de Pirabas. A Prefeitura de Curuçá, no nordeste paraense, homologou a criação de três Unidades de Conservação municipais, com a assinatura do Decreto de n° 082, de 12 de dezembro de 2019, pelo prefeito Jeferson Miranda. Os estudos técnicos biológicos, físicos, socioeconômicos-culturais e fundiários das áreas, assim como toda a documentação legal, foram elaborados pelo Ideflor-bio.

Juntas, as três unidades possuem uma área correspondente a 360.06 hectares, sendo a Área de Proteção Ambiental (APA Membeca/Valério), o Parque Natural Municipal Lago Rio Quente, e o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Rancho Fundo. “A criação dessas Unidades de Conservação municipais são importantes para que os municípios contribuam com o Governo do Estado e o Governo Federal na preservação da biodiversidade e no uso sustentável dos recursos naturais”, pontuou o diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-bio, Crisomar Lobato.

Metas para 2020
– Este ano, o Ideflor-bio dará continuidade a esse projeto de apoio técnico aos municípios solicitantes para a criação de Unidades de Conservação municipais, a exemplo de Abaetetuba, São João de Pirabas, Bragança, Dom Eliseu, Jacareacanga, Novo Progresso e Ananindeua.

“A implementação dessas UCs tem o importante papel de evitar a degradação dos ecossistemas, assim como possibilitar a geração de renda com a visitação pública através do ecoturismo e o Turismo de Base Comunitária – TBC”, ponderou a presidente do Ideflor-bio, Karla Bengtson. Dentre os benefícios da iniciativa para o município estão a valorização da cultura e turismo local, o fortalecimento do desenvolvimento sustentável da região, investimentos governamentais e privados, além da contribuição para o equilíbrio climático.

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

Fotos: Divulgação/Ideflor-bio

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