A gestão das Unidades de Conservação estaduais e seus desafios é tema de seminário

Os desafios que envolvem o trabalho de gestão das Unidades de Conservação e, sobretudo, a importância da manutenção das áreas protegidas para a preservação da biodiversidade amazônica e dos povos tradicionais que habitam nesses espaços. Foi com esse objetivo que o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), por meio da Diretoria de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação (DGMUC), realizou o I Seminário de Unidades de Conservação Estaduais do Pará, na sexta-feira (7), na sede do órgão em Belém.

Com o tema “Desafios para Implementação, Consolidação e Gestão das Unidades de Conservação Estaduais do Pará”, o evento reuniu os gestores das 26 Unidades de Conservação estaduais, geridas pelo Ideflor-bio, representantes de instituições e órgãos parceiros como o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entre outros.

O evento foi aberto à participação de profissionais que atuam na área ambiental, acadêmicos e sociedade em geral, a fim de dar transparência às ações executadas pelo Instituto. As potencialidades e as necessidades de pesquisa, visando o manejo adequado dos recursos naturais, foram pontos apresentados pelos gerentes de cada UC.

Abrangência – Na abertura do evento, a presidente do Ideflor-bio, Karla Bengtson, ressaltou a grandiosidade do trabalho desenvolvido pelo Instituto, uma vez que as 26 Unidades de Conservação estaduais equivalem a 17% da área total do estado do Pará. Uma área correspondente a, por exemplo, todo o território do Reino Unido, formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. São mais de 20 milhões de hectares de áreas protegidas.

“Esse momento também permite que essas instituições vejam de que forma ações integradas podem ser realizadas. Dentro da academia, na pesquisa e extensão, é possível agregar valor ao trabalho que fazemos, tendo a compreensão do que é uma Unidade de Conservação e qual o potencial que representa. É o nosso maior objetivo e, para isso, precisamos fomentar essa proximidade e parceria”, declarou Karla Bengtson.
Povos tradicionais – Coordenador Regional do ICMBio, Fábio Oti destacou a importância de eventos como esse, já que a temática ainda é muito desconhecida pela sociedade em geral. “É importante que todos os órgãos e entes se esforcem ao máximo para que possamos continuar realizando o trabalho de proteção desses territórios. Precisamos também respeitar o modo de vida das populações tradicionais e aprender a ouvi-las é o melhor caminho. Eles já têm conhecimento do que nós aprendemos na academia”, pontuou.

Já a diretora de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação do Ideflor-bio, Socorro Almeida, ressaltou que as unidades de conservação são áreas criadas e protegidas por lei. “Nós temos 26 unidades de conservação estaduais e dez delas são de proteção integral. Significa que o uso é mais restrito. São áreas onde podem ser desenvolvidas atividades de ecoturismo e educação ambiental, a exemplo do Parque do Utinga. Temos 16 de uso sustentável, onde pode ser feito o uso de recursos naturais, porém, de forma controlada e sustentável”, explicou.

Acadêmica de Desenvolvimento Rural, curso ofertado pela UFPA, Claudiane Farias foi uma das participantes do evento que aprendeu na prática a importância da existência das áreas protegidas. “Esse tema ‘unidades de conservação’ tem ligação com a linha de pesquisa do meu TCC. Durante as aulas aprendemos muito na teoria e aqui tive a oportunidade de aprender muito mais sobre o que acontece e como é o processo desse trabalho, abrindo mais meus horizontes”, comentou.

Texto: Pryscila Soares – Assessoria de Comunicação do Ideflor-bio

Fotos (evento): Kleber José/Ascom Ideflor-bio

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