Ideflor-bio promove oficinas do Plano de Restauração Florestal da Terra Indígena Alto Rio Guamá

Cerca de 140 indígenas das aldeias São Pedro, Pakotyw, Frasqueira, Sede, Ytuwaçu, Itaputyr, Tawari, Iahu, Itawa, Zawar-Uhú e Itahu, participaram de oficinas, sendo uma das etapas da elaboração do “Plano de Restauração Florestal da Terra Indígena Alto Rio Guamá – Região Guamá”. As atividades foram promovidas em fevereiro deste ano pela equipe técnica da Gerência de Sociobiodiversidade (GSBio), vinculada à Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio) do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio).

Nesta etapa, o trabalho ocorreu na Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG), na Região do Guamá, no município de Santa Luzia do Pará. Anteriormente, as oficinas foram realizadas nas aldeias da Região Gurupi. A elaboração do “Plano de Restauração Florestal da Terra Indígena Alto Rio Guamá – Região Guamá” é um projeto do Ideflor–bio, desenvolvido mediante o apoio dos indígenas daquela região, pertencentes à etnia Tembé.

A partir das dinâmicas, a equipe técnica do Ideflor-bio e os indígenas mapearam áreas prioritárias para restauração florestal, como as áreas de preservação permanente e nascentes de rios. Áreas para a instalação de viveiros florestais foram demarcadas, com a identificação das espécies florestais existentes no território e da seleção de espécies de interesse para os arranjos agroflorestais.

Na ocasião, os técnicos do Instituto também apresentaram os conceitos sobre restauração florestal. “Os indígenas conheceram os principais problemas ambientais causados pela retirada ilegal de madeira, assim como os benefícios da utilização racional da terra e do reflorestamento com espécies nativas, tanto para o meio ambiente quando para a qualidade de vida das populações”, pontuou o diretor de Gestão da Biodiversidade, Crisomar Lobato.

Engenheiro florestal do Ideflor-bio apresenta conceitos sobre restauração florestal na Aldeia Itaputyr. Créditos: Divulgação/GSBio

Além de pactuar acordos e esclarecer dúvidas, a iniciativa gerou uma coleta de informações que irão subsidiar a elaboração do Plano de Restauração Florestal. As atividades viabilizaram um suporte técnico para que os indígenas possam realizar ações de restauração florestal no território, visando à recuperação do habitat de várias espécies e a soberania alimentar das comunidades. Há ainda a possibilidade de geração de renda, por meio da venda sementes e mudas florestais nativas, além dos produtos provenientes dos Sistemas Agroflorestais.

A segunda etapa da elaboração do plano está prevista para ocorrer no segundo semestre deste ano, quando será realizada a montagem dos viveiros florestais, capacitações em coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes e produção de mudas.

Levantamento de espécies florestais e frutíferas para composição de arranjos agroflorestais na Aldeia Frasqueira. Créditos: Divulgação/GSBio

TIARG – O Ideflor-bio atua no desenvolvimento de projetos junto à etnia Tembé há alguns anos, reconhecendo a importância do território para a preservação de espécies da flora e da fauna do Centro de Endemismo Belém e pela manutenção dos conhecimentos indígenas sobre o uso da terra. A TIARG contém a última grande área de floresta primária do nordeste paraense. Esta área é refúgio de muitas espécies de flora e da fauna ameaçadas de extinção no Estado do Pará.

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