Ideflor-Bio destaca importância de biólogos para preservação da biodiversidade amazônica

“Eu sou muito apaixonada pela minha profissão e satisfeita com ela. Eu trabalho com empolgação e dedicação e isso é importante para todas as profissões. É claro que encontramos vários empecilhos, mas quando a gente ama o que faz enxerga as dificuldades como desafios interessantes que te provocam e estimulam a aprender mais”, garante Nivia Pereira, formada há 16 anos como bióloga e gerente de Biodiversidade do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio).

Nesta quinta-feira (03), comemora-se o Dia do Biólogo, regulamentada no Brasil em 03 de setembro de 1979, pela Lei nº 6.684. A área de atuação do profissional é ampla e envolve, especialmente, as temáticas de Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde, Biotecnologia, Produção.

A bióloga Nivia Pereira explica que no Ideflor-Bio são desenvolvidas políticas públicas que contam com a atuação de biólogos nos mais distintos projetos envolvendo desenvolvimento social, científico e ambiental. “No Instituto, há biólogos que atuam nos processos de criação e gestão de Unidades de Conservação (UC), no levantamento e diagnósticos ambientais, ações de sustentabilidade junto à comunidade”.

O biólogo da Gerência de Biodiversidade do Ideflor-Bio, Rubens de Aquino, trabalha na gestão de áreas protegidas do Instituto e se orgulha da profissão. “Nós temos uma responsabilidade muito grande, enquanto biólogos e, acima de tudo, enquanto seres humanos, relacionada à preocupação com a natureza e biodiversidade. Tenho orgulho de ser biólogo. O nosso trabalho busca o bem do próximo, do planeta, dos animais e da humanidade”, afirma Aquino, graduado há 17 anos.

A estudante Samaia Queiroz, estagiária do Instituto, desenvolve suas atribuições no Projeto de Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas em Unidades de Conservação da RMB – Belém Mais Linda, do Ideflor-bio. “Eu nunca tinha vivido essa experiência de campo, todo dia é uma nova experiência com muitos aprendizados. Eu me sinto mais preparada para quando concluir a graduação”, garante.

Estudante do curso de Ciências Biológicas, Samaia Queiroz observa mudanças de percepções desde o ingresso na graduação. “Essa profissão é muito incrível, a gente começa a dar atenção e importância a todos os seres vivos e começa a entender o papel de cada um no ecossistema. Eu não tenho palavras para explicar o quanto é bom e gratificante saber que você está servindo, protegendo e proporcionando qualidade de vida aos animais”, ressalta.

O biólogo Rubens de Aquino recomenda que os estudantes ingressantes em universidades se dediquem em determinada área de atuação e não parem de estudar. “São tantos campos interessantes de atuação, que quando a gente começa a conhecer, quer atuar em tudo, mas é importante que o profissional tenha um direcionamento principal e busque sempre se atualizar e desenvolver os estudos, porque há sempre informações novas e valiosas”, alerta.

UEPA

O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado do Pará (Uepa) possui, atualmente, 265 alunos matriculados, distribuídos em 11 turmas nos campi de Belém, Cametá, Conceição do Araguaia, Marabá, Paragominas, Salvaterra e Tucuruí. A matriz curricular do curso é composta por disciplinas do eixo pedagógico e de áreas de conhecimento próprias da biologia, tais como: evolução, bioquímica, citologia, ecologia, genética, zoologia e botânica.

O campo de atuação previsto no Projeto Pedagógico do Curso frisa que o profissional deve ser consciente “da necessidade de atuar com qualidade e responsabilidade em prol da conservação e manejo da biodiversidade, políticas de saúde, meio ambiente, biotecnologia, bioprospecção, biossegurança, na gestão ambiental, tanto nos aspectos técnicos-científicos, quanto na formulação de políticas, e de se tornar agente transformador da realidade presente, na busca de melhoria da qualidade de vida; e, de sua responsabilidade como educador, nos vários contextos de atuação profissional”.

“A importância deste profissional está em ele atuar em áreas estratégicas como de licenciamento ambiental, gestão ambiental, controle de vetores e pragas, manejo de fauna, bem como inventário, manejo e conservação da flora, imprescindíveis para o desenvolvimento sustentável do estado e do país, garantindo o progresso econômico aliado à conservação da natureza”, ressalta a professora doutora Clarisse Beltrão Rosas Rocha, da Uepa.

A aluna Elissandra Pantoja, do 5º semestre da Uepa, faz parte da primeira turma de Licenciatura em Biologia (2018), do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) no campus I, em Belém. “O curso de Biologia era minha segunda opção, e agora não me vejo em outra área. Sempre morei em locais mais interiorizados, com bastante contato com animais e plantas. Acho que isso despertou a vontade de estudar mais sobre esses seres vivos, que sempre foram presentes no meu dia a dia e me proporcionavam alegria e bem estar”, conta.

A estudante é apaixonada pelo campo da botânica e pretende continuar os estudos com o curso de mestrado após a graduação. “Quero contribuir com as aulas em alguma escola pública, repassando o conhecimento que adquiri ao longo do curso, incentivando o conhecimento sobre a área das ciências e para mostrar que é possível contribuir com a região em que vivemos, rica em biodiversidade, e assim, cooperar com o meio ambiente, visto que ele é nosso provedor de vida”, afirma.

Texto: Giovanna Abreu/Secom

Fotos: Agência Pará

Grupo de ararajubas do projeto de reintrodução no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna. Créditos: Agência Pará

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