Governo do Pará trabalha para garantir desenvolvimento sustentável nas obras do Pedral do Lourenço

A prioridade do Governo do Pará é garantir que a implementação do empreendimento responsável pelas obras de dragagem e derrocamento da Via Navegável do Rio Tocantins, na área do Pedral do Lourenço, seja feita de forma sustentável, com a conservação dos recursos naturais da região.
Após analisar os Estudos de Impactos Ambientais e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) referentes à iniciativa, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IDEFLOR-Bio), enquanto órgão consultivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que é o responsável pelo licenciamento ambiental, decide pela anuência à viabilidade do empreendimento, com pontuais moderações.
Segundo a presidente do IDEFLOR-Bio, Karla Lessa Bengtson, o órgão trabalha de maneira a ser favorável para a implementação do empreendimento na área, desde que sejam observadas algumas questões referentes ao resguardo e conservação dos recursos naturais da região.
O Instituto, por meio da Gerência da Região Administrativa de Tucuruí, coordenou uma equipe multidisciplinar, em parceria com os membros do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí e especialistas técnicos de órgãos e instituições, para a construção da manifestação técnica que garante a sustentabilidade ambiental do Estado.
O Instituto participa do processo de implementação do empreendimento desde 2017, quando foi elaborado o plano de trabalho basilar para os estudos técnicos analisados, que levam em consideração o contexto socioeconômico da área, o impacto na vida das populações diretamente afetadas, além das análises sobre fauna e flora amazônica.
A APA Lago de Tucuruí, que abrange os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna, Itupiranga e Novo Repartimento e faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação do município, constitui a área de maior ênfase do empreendimento. As áreas de proteção da Reserva de Desenvolvimento Sustentável – RDS Alcobaça e Pucuruí-Ararão também fazem parte do Mosaico, que é gerenciado pelo IDEFLOR-BIO , autarquia responsável pela gestão e pelo monitoramento das Unidades de Conservação na esfera estadual.
Com o objetivo de garantir a confiabilidade ao transporte fluvial no trecho entre Marabá e Baião, oferecendo mais navegabilidade, melhor logística no transporte de cargas por via fluvial e segurança às embarcações, o empreendimento provocará a atração de novos investimentos, por meio da integração da hidrovia aos modais rodoviário e ferroviário e alavancará o fluxo de mercadorias do Estado. O Pará é o estado brasileiro que mais exporta produtos minerais.
A obra do Pedral do Lourenço ganhou importantes avanços com a atuação de Helder Barbalho, governador do Estado, na época em que era ministro da Integração Nacional. Entendendo a importância da iniciativa para o desenvolvimento do Pará, o Governo não mediu esforços para garantir a exequibilidade do empreendimento.
O empreendimento do Pedral do Lourenço envolve recursos no valor de R$ 656 milhões e é dividido em três trechos. O primeiro, entre os municípios de Marabá e Itupiranga, com 52 km. A segunda etapa é a execução de obras de dragagem, entre Santa Terezinha do Tauiri e a Ilha do Bogéa (com 35 km), incluindo a execução de obras de derrocamento, e o terceiro trecho entre as cidades de Tucuruí e Baião (125 km), com execução de obras de dragagem.
Após a conclusão da etapa de licenciamento ambiental, a execução das obras de dragagem e derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, deve ser retomada ainda no início de 2021. A garantia foi dada pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, ao governador Helder Barbalho, no dia 1º de setembro de 2020, em encontro em Brasília (DF).

Texto: Patricia Madrini- Assessoria de Comunicação (IDEFLOR-Bio)

Comentários estão desabilitados.