Operação de fiscalização apreende mais de 14 toneladas de pescado

Esse foi o resultado da primeira etapa das ações de fiscalização na região do Mosaico Lago de Tucuruí, que abrange os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna, Itupiranga e Novo Repartimento. Em mais de 30 dias de operação, o Governo do Estado do Pará por meio do IDEFLOR-Bio, SEMAS, Polícia Militar (CPR IV), em parceria com a Eletronorte e Secretarias Municipais de Meio Ambiente da região, apreenderam 14,7 toneladas de pescado e recolheram quase 44 mil metros de redes de emalhar que estavam sendo utilizadas de forma irregular.

“Infelizmente esses números refletem a falta de conscientização das pessoas em relação aos recursos naturais, uma vez que a região está no período do defeso, quando a pesca comercial é proibida no período de 01 de novembro a 28 de fevereiro” (Instrução Normativa Interministerial nº 13, de 25/10/2011), ressalta a gerente do Mosaico Lago de Tucuruí/IDEFLOR-Bio, Mariana Bogéa.

Durante a operação, do pescado e redes apreendidas, foram resgatados animais silvestres, que após avaliação técnica foram devolvidos a natureza.

Esse tipo de operação, apesar do contexto de pandemia, é uma das prioridades para o IDEFLOR-Bio, que não medirá esforços para garantir o cumprimento da legislação ambiental vigente, assim como a manutenção dos níveis sustentáveis dos estoques pesqueiros no Lago de Tucuruí, enfatiza a Presidente do IDEFLOR-Bio, Karla Bengtson.

O Lago de Tucuruí além de ser um Mosaico de Unidades de Conservação, é responsável pela manutenção do desenvolvimento da pesca comercial, que é a principal atividade econômica desenvolvida nesse espaço, sendo responsável por empregar diretamente mais de 5.000 pescadores.

As ações de fiscalização são de suma importância para a conservação dos recursos naturais, princialmente quando estamos falando de um espaço que é uma unidade de conservação. As ações são fundamentais no período do defeso, que é o que acontece na região do Mosaico Lago de Tucuruí, para que possibilite a reprodução das espécies de peixes dessa bacia e também gere impactos positivos nos próximos anos com a recuperação e manutenção dos níveis dos estoques pesqueiros.

A presença da equipe técnica durante esse processo é fundamental, pois as ações não se resumem em apenas punir com a retirada dos equipamentos e apreensões do material ilegal e sim, fazer um trabalho de conscientização, apresentando as regras, falando sobre o espaço que é uma área protegida e além disso, ressaltar a importância em respeitar e compreender a legislação para que no futuro, a atividade da pesca comercial possa ser garantida.

Texto: Patricia Madrini – ASCOM/IDEFLOR-Bio

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