Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia


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Endereço da Sede da Unidade de Conservação, com localização de mapa:
Sede do Ideflor-bio
Gerência Região Belém (GRB/DGMUC)
Av. João Paulo II, s/n. Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”. Bairro: Curió-Utinga. CEP: 66610-770.

Telefones e e-mails oficiais da UC e do Gestor:

Celular institucional: 55 (91) 98442-0697

grb.dgmuc@gmail.com
revisma@ideflorbio.pa.gov.br
ivansantos2503@gmail.com

Conforme o SNUC (Lei Federal nº 9.985/2000), a Unidade pertence ao Grupo de Proteção Integral, da categoria Refúgio de Vida Silvestre (REVIS).

O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia foi criado através do Decreto nº. 2.211 de 30/03/2010 e está localizado na Região Metropolitana de Belém (RMB). Sua área de 6.367.27 hectares (63,67 km²) – que era propriedade particular da antiga Fábrica Pirelli – abrange 6,3% da área total de quatro municípios paraenses: Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Isabel do Pará. O Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) fica a 23 Km do município de Belém, capital do Estado.

O processo histórico desta Unidade de Conservação teve inicio por volta de 1800 no período dos engenhos de maré, os quais eram engenhos de cana-de-açúcar movidos pela força das marés, tendo como proprietário na época o Conde Coma Mello. Posteriormente em 1950, à empresa Pirelli S/A compra a “Fazenda Oriboca”, a qual ficou popularmente conhecida como a “Fazenda da Pirelli”. Em seguida, esse período encerra-se com a transformação da antiga plantação de seringa em pastagem, com o nome de “Fazenda Guamá”, até o fechamento de suas atividades entre as décadas de 1980 e 1990.

Após todo esse processo, a preocupação com a ocupação desordenada da Região Metropolitana, a viabilidade de projetos estruturais de mobilidade e uso do solo, a degradação ambiental dos mananciais de abastecimento de água e das áreas remanescentes de florestas fez com que o Estado lançasse em 1997 o Decreto Estadual nº 2112/1997, o qual declarava essa área como “de utilidade pública para fins de desapropriação” o imóvel localizado no Km 14 da BR-316, destinando-o à preservação racional do uso do solo urbano e viabilização de projetos estruturais, com o objetivo de contribuir com a reestruturação da Região Metropolitana de Belém. Em julho de 2009, foi criado o Grupo de Trabalho e Estudos voltados à criação de Unidade de Conservação da área integrante da antiga “Fazenda Pirelli” (Decreto Estadual de 29 de julho de 2009). Finalmente, em abril de 2010 foi promulgado o Decreto Estadual nº 2.210/2010, o qual promoveu a devida desapropriação de terras para implantar ali, mediante o subsequente Decreto nº 2.211/2010 de 30/03/2010, a Unidade de Conservação da categoria Refúgio de Vida Silvestre, com o nome de “Metrópole da Amazônia” (IDEFLOR-BIO & Instituto Avaliação, 2018).

A Unidade tem como principal objetivo proteger ambientes naturais para que sejam asseguradas condições de existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora e da fauna residente ou migratória. Também tem como missão contribuir para a manutenção dos Serviços Ambientais, bem como garantir os processos ecológicos naturais, além de conservar parte dos 31% restantes de florestas primárias da RMB, confirmando seu grande destaque para conservação ambiental no Estado.

O REVIS possui ecossistemas aquáticos (6,5%) que contemplam o rio Guamá, pequenos furos e igarapés; ecossistemas de terra firme (25,7%) que contemplam capoeiras, pastagens abandonadas, assim com as plantações de seringueira e urucum; e ecossistemas de várzea (67,8%), contemplando florestas preservadas.

Pesquisas realizadas na Unidade apontaram várias espécies vegetais ameaçadas de extinção, como o acapu, o angelim, o cedro, a Castanheira do Pará e a ucuúba branca. A fauna é bastante diversificada, apresentando grande quantidade de macacos-de-cheiro, bem como pacas, veados-mateiros, tatus e capivaras. Existem ainda várias espécies de anfíbios e répteis.

Aproximadamente 28 famílias residem na unidade, as quais trabalham na extração do látex da seringueira, do urucum e do cacau, na pesca de subsistência e na exploração do açaí.

Atrativos turísticos e/ou naturais

O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia oferece aos visitantes tanto atrativos naturais quanto atrativos turísticos. Como atrativos naturais destacam-se o Lago da Onça, o Igarapé do Dique, sua fauna (130 espécies de mamíferos, 300 espécies de aves, 220 espécies de peixes, 180 espécies de anfíbios e répteis e 500 espécies de invertebrados). A flora também é diversa, contando com 340 espécies de plantas, sendo que nas áreas de várzea é possível encontrar exemplares ameaçados de extinção como o acapu (Vouacapoua americana), angelim (Zygia racemosa), cedro (Cedrela odorata), castanheira do Pará (Bertholletia excelsa) e a ucuúba branca (Virola surinamensis), entre outras e nas áreas de várzea dos rios Guamá e Uriboca, encontram-se exemplares de grande porte de samaúmas (Ceiba pentandra), ucuúbas (Virola surinamensis) e entre outras.

Os visitantes podem encontrar também rios, furos, igarapés e ainda caminhar nas trilhas como a da Seringueira, Samambaia, Quati, Circuito da Pirelli e trilhas de “aventura” para prática de corridas de bicicleta ou a pé. Os visitantes podem entrar em contato com atrativos, os quais contam não só a história da UC, mas também a cultura do Estado, tais como construções antigas (resquícios de Engenho e da fazenda da Pirelli) e a extração de látex, Comunidades do Dique e Três Marcos (remanescentes da fazenda Guamá), Comunidades tradicionais Ponta Negra e Santo Amaro (dentro da UC).

Quando ir:

O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia está aberto todos os dias e o melhor período para visitação é no verão amazônico, pois no período chuvoso torna-se perigoso andar nas trilhas, devido ao perigo de queda de árvore. O visitante encontrará tanto trilhas com vegetação fechada como abertas e de diferentes níveis dificuldade.

Para visitar está Unidade de Conservação é necessário autorização do órgão gestor da Unidade – Ideflor-bio, enviando a solicitação de visita para o e-mail: revisma@ideflorbio.pa.gov.br, com no mínimo 10 dias de antecedência. A entrada é gratuita e pode ser solicitada por pessoa física, por instituições de ensino e pesquisa, entidades públicas, projetos sociais e sociedade civil.

Todas as pesquisas na Unidade deverão ser solicitadas e autorizadas pelo órgão gestor, através do formulário disponível no site https://ideflorbio.pa.gov.br/. Os interessados poderão enviar suas dúvidas pelo e-mail: pesquisa.grb@ideflorbio.pa.gov.br.

Como Chegar:

O REVIS fica a 23 Km do município de Belém. Com acesso realizado por via terrestre, pela Rodovia BR-316 até o município de Marituba, o visitante segue até o Km 14, dobrando em seguida na “Estrada da Pirelli”. Percorrendo mais 4 Km pela estrada, chega-se à entrada da unidade. O REVIS compõe o mosaico de unidades de conservação da Região Metropolitana de Belém (RMB).

Atrativos Turísticos

1) Trilhas

As principais trilhas da Unidade são: da Samambaia (com 1,82 km de extensão), do Seringal (com 528 m), do Bambú (com 377m), do Quati (com 2,38 km) e o Circuito da Pirelli (com 13,1 km). Para a realização de visitação e atividades científicas, institucionais e educativas nas trilhas, é necessária autorização do órgão gestor e acompanhamento de guias.

2) Rota do Guarumã

A Rota do Guarumã é uma trilha de longo curso aberta pelo Ideflor-bio, com cerca de 30km e atravessa três Unidades de Conservação da Natureza Estaduais (Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”, Área de Proteção Ambiental Metropolitana de Belém e Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia), cortando também os municípios de Belém, Ananindeua, Marituba e Benevides. O percurso atravessa também algumas comunidades tradicionais e ribeirinhas, como a comunidade de Nossa Senhora dos Navegantes, onde os visitantes podem programar pernoites.

A Rota do Guarumã segue o padrão do Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso, criado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e, portanto, é toda sinalizada com placas e marcações reconhecíveis nacionalmente. Isso garante que a trilha, aberta por profissionais do turismo, condutores e voluntários, seja trafegável por visitantes de todo o país.

Partindo do Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, o visitante da Rota pode fazer o seguinte trajeto: Comunidade Nossa Senhora dos Navegantes – Sítio Bom Jesus – Entorno do Território Quilombola do Abacatal – Entorno da Polícia Rodoviária Estadual – Refúgio Metrópole da Amazônia – Comunidade do Maravilha. Recomendações para a Rota do Guarumã podem ser acessadas no site https://ideflorbio.pa.gov.br/unidades-de-conservacao/regiao-administrativa-de-belem/rota-do-guaruma/.

3) Ruínas do Engenho

As ruínas do antigo engenho e das antigas estruturas de manufatura de borracha, que faziam parte da Empresa ou Fazenda da Pirelli (1950-1960), são potenciais atrativos históricos e culturais para atividades educativas dentro da Unidade.

4) Ruínas da Igreja

As ruínas da igreja católica, existente na Unidade, marca o período em que a área era bastante frequentada pelos trabalhadores da empresa, como moradia e espaço de atividades culturais e religiosas. Além da igreja, os visitantes podem encontrar ruínas do Grupo Escolar “Guamá”, utilizadas pelos trabalhadores da Fazenda.

5) Vila do Dique

Com algumas casas e estruturas erguidas no período da Pirelli, a vila era o local de moradia de alguns funcionários da empresa, ocupados com a extração da seringa na área. Hoje, algumas residências são utilizadas pelo órgão gestor para dar suporte aos visitantes e pesquisadores.

6) Lago da Onça

Lago rodeado de árvores de grande porte, com potencial para a realização de circuitos de arvorismo e observação de aves.

7) Comunidades

O REVIS convive com algumas comunidades que possuem um estilo de vida peculiar, como as de Uriboquinha, Ponta Negra, Santo Amaro, Bom Jesus, Nossa Senhora dos Navegantes, Florestal, Divino Espírito Santo, Maravilha e Morada Nova, Santo Antônio e do Flexal. Nessas, os visitantes poderão contemplar a pesca artesanal, com o uso de matapís, agricultores familiares que realizam a extração de açaí, a produção de farinha e a coleta de frutos como o cacau, assim como uma a arquitetura ribeirinha. Alguns produtores locais participam periodicamente da Feira da Biodiversidade, realizada pelo Ideflor-bio no Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”, onde podem oferecer seus produtos da agricultura familiar para o público em geral. Esses também são assistidos tecnicamente pelo Instituto através do Projeto Agro várzea.

8) Território Quilombola Abacatal/Aurá (entorno)

Esta é uma complexa comunidade, que se destaca pelos seus antecedentes históricos/arqueológicos, aspectos culturais e socioambientais, constituída por 400 pessoas, distribuídas em 120 famílias. Localizada no Município de Ananindeua, essa comunidade existe deste 1710 e ocupa uma área de mais de 500 ha, sobrevivendo através da coleta de açaí, pupunha, bacaba, uxi e cupuaçu, também como pelo cultivo da mandioca, para produção de farinha e demais derivados. Alguns dos produtores estão envolvidos no Projeto Agro várzea do Ideflor-bio.

9) Igarapé e Comunidade Taiassuí (entorno)

No município de Benevides, no entorno do REVIS, existem trilhas ecológicas, rios e igarapés com potencial turístico, com destaque para a região do bairro do Taiassuí, conhecido por seus balneários, com acessos por vias terrestres vindo do centro de Benevides, ou via fluvial pelo rio Guamá.

10) Feira da Biodiversidade

Mensalmente, o IDEFLOR-BIO promove a Feira da Biodiversidade. Com visitação gratuita, a feira reúne agricultores e artesãos da Região Metropolitana de Belém e de outros municípios do interior paraense, que comercializam seus produtos como artesanatos e alimentos orgânicos, oriundos da agricultura familiar e de moradores de Unidades de Conservação, como do REVIS.
Local: Centro de Acolhimento do Parque Estadual “Camillo Vianna” (Bairro: Curió-Utinga, Belém-PA).
Horário: 7h às 13h / Entrada gratuita (Verificar agenda da Feira)

Onde ficar

Estando a Unidade localizada à 23km de Belém, o visitante poderá utilizar a ampla rede hoteleira da capital do Estado, composta de hotéis de várias estrelas, pousadas e hostels. O visitante pode realizar sua pesquisa pela Internet, onde encontrará várias opções e preços.
Algumas empresas particulares realizam serviços de trilhas e turismo de aventura na Unidade de Conservação, podendo ser contratadas pelos visitantes (consultar o órgão gestor).

Orientações importantes

Para realizar as trilhas é necessário estar vestido adequadamente, utilizando chapéu, camisa de manga comprida ou casaco ou jaqueta, calça comprida, calçado adequado (bota ou tênis). Levar repelente e protetor solar.
A entrada de visitantes no REVIS é gratuita, porém está condicionada à autorização do órgão gestor. Os visitantes poderão realizar visita monitorada (mediante solicitação junto ao órgão gestor) ou visita guiada (através da contratação de serviços dos guias credenciados).

 Decreto Criação REVIS MB
 Resultado Licitação Revis Metrópole 26.08.16 – DOE 33199
 Contrato – PG – Revis Metrópole – Versão final assinada
Portaria Nº 683 de 21 de jungo de 2018 – Aprova o Plano de Manejo do Revis
 Plano de Manejo do Revis Metrópole da Amazônia
 Cartilha do Plano de Manejo do Revis Metrópole da Amazônia
 Resumo Executivo do Plano de Manejo do Revis Metrópole da Amazônia
Regimento Interno do Conselho do Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia

2015
 Ata da 7ª Reunião Ordinária do Conselho Gestor do REVIS
 Ata da 8ª Reunião Ordinária do Conselho Gestor do REVIS
 Ata da 9ª Reunião Ordinária do Conselho Gestor do REVIS 
 Ata da 10ª Reunião Orginária do Conselhor Gestor do REVIS

2016
 Ata da 11ª Reunião do Conselho Gestor do REVIS
 Ata da 12ª Reunião do Conselho Gestor do REVIS
 Ata da 13ª Reunião do Conselho Gestor do REVIS

2017
Ata da 14ª Reunião do Conselho Gestor do REVIS
 Ata da 15ª Reunião do Conselho Gestor do REVIS
 Ata da 16ª reunião do Conselho Gestor do REVIS

2018
 Ata da 17ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazõnia – 10 de maio de 2018
 Ata da 18ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia- 26 de setembro de 2018
Ata da 19ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia – 27 de novembro de 2018

2019
 Ata da 20ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia – 25 de abril de 2019
Ata da 21ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia
Frequência da 21ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia
Ata da 22ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia
Frequência da 22ª Reunião do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia
Ata da 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia
Frequência da 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia

2020
Portaria de Conselheiros do REVIS de 2020
Ata da 1ª Reunião Ordinária Conjunta de Posse do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia
Frequência da 1ª Reunião Ordinária Conjunta de Posse do Conselho Gestor do Refúgio Metrópole da Amazônia

*Os documentos para download encontram-se no formato .pdf

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Galeria de Imagens


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