“Estou muito feliz porque estamos recebendo um sistema de captação e abastecimento de água da chuva, viabilizado pelo governo do Estado, por meio da Semas, em parceria com outras instituições públicas e privadas”, ressaltou Prazeres Quaresma, responsável pelo Restaurante Saldosa Maloca, um dos mais conhecidos da região.
Iracema Nascimento, moradora da comunidade Periquitaquara, na Ilha do Combu, é vice-presidente da AME (Associação de Mulheres Extrativistas do Combu), atua como extrativista e também é responsável pela Ygara Artesanal, onde será implantado um filtro de captação de água da chuva.
Segundo ela, “este projeto de captação de água da chuva será muito importante para mim, para minha família e para toda a comunidade, já que não temos acesso à água potável na ilha. A expectativa é que ele supra a necessidade de várias famílias, trazendo melhorias. Agradeço às empresas, ao Ideflor-Bio e à Secretaria do Estado do Pará por nos proporcionar esse apoio”.
Com a execução do projeto já iniciada, após os procedimentos administrativos de controle ambiental, o objetivo das próximas visitas é iniciar as intervenções necessárias, obedecendo às orientações da comunidade que participa do cronograma de execução.
Licenciamento ambiental e finalidade climática – O projeto surgiu da qualificação do procedimento de licenciamento estadual no contexto da Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (Lei estadual n° 9.048/2020), que determina a incorporação da finalidade climática ao procedimento. Com a adoção das diretrizes ESG (ambiental, social e governança, em português) conectadas ao instrumento, o licenciamento ambiental está passando por mudanças importantes, incluindo a adoção de critérios mais rigorosos para enfrentamento de impactos sociais e climáticos.
O licenciamento estadual exige, cada vez mais, que empresas demonstrem comprometimento com a redução da pegada de carbono, descarbonização de processos e adoção de práticas alinhadas à transição energética e conservação da biodiversidade, além de compensações ambientais mais estruturadas ao ordenamento territorial, como projetos de restauração florestal, proteção de áreas de conservação, incentivo à economia circular e apoio aos coletivos tradicionais em prol da bioeconomia, valorização de saberes, acesso à mercados justos e sustentáveis.