Ideflor-Bio e Escola Tecnológica de Salvaterra instalam sistema agroflorestal em comunidade

Parceria interinstitucional permite que alunos concluintes do curso técnico de Meio Ambiente apliquem, na prática, as teorias adquiridas nas aulas

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio do Escritório Regional do Marajó Oriental, realizou a instalação de um Sistema Agroflorestal (SAF) na comunidade São Marcos, área rural do município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó. A ação foi feita em parceria com a Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) de Salvaterra.

De acordo com a gerente do Escritório Regional do Marajó Oriental do Ideflor-Bio, Osiane Barbosa, a parceria com o espaço de aprendizagem tem se fortalecido cada vez mais e outras ações correlatas estão previstas para o futuro. Ela disse, ainda, que a iniciativa foi importante para a aplicação dos conhecimentos adquiridos pelos alunos em sala de aula. 

“Essa ação permitiu a aplicação das teorias e práticas ambientais que foram ensinadas em sala de aula. A utilização das matérias primas, fornecidas pelo Ideflor-Bio, junto dos conhecimentos práticos e técnicos repassados durante o curso de técnico em Meio Ambiente, foram essenciais para a adubação orgânica e o manejo do solo”, destacou.

O professor do curso técnico em Meio Ambiente, José Guilherme, ressalta que ações como essa trazem diversos benefícios não só para os alunos, como também para a comunidade. “Essas ações, que integram o Instituto, a EETEPA com a Comunidade, promovem benefícios socioeconômicos, ambientais e sociais, como a recuperação de solos e paisagens, a promoção da biodiversidade, o aumento da segurança alimentar, a geração de renda e o fortalecimento de comunidades locais”, enfatizou.

O educador também pontua que o SAF instalado na comunidade rural vai trazer diversos benefícios para a população, como sustentabilidade econômica, social e ambiental. Premissas que também se assemelham com os propósitos do Ideflor-Bio. 

Texto de Sinval Farias, com a supervisão de Vinícius Leal / Ascom Ideflor-Bio

Protagonismo – Segundo o diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-Bio, Crisomar Lobato, a formação das agentes agroflorestais representa um passo importante para unir protagonismo indígena e políticas públicas de conservação. “Esse trabalho mostra que a proteção da Amazônia precisa ser feita com quem vive nela. As mulheres indígenas estão assumindo um papel central na restauração, cuidando da floresta e fortalecendo suas comunidades. É um modelo que queremos ampliar para outras regiões do Pará”, destacou.

A programação encerrou com uma avaliação coletiva, na qual as participantes reforçaram o compromisso de multiplicar os aprendizados em suas aldeias e dar continuidade ao cuidado com a floresta. O próximo passo será o acompanhamento das atividades nos viveiros comunitários e a expansão das áreas de restauração já iniciadas na Terra Indígena Alto Rio Guamá.

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