Ainda de acordo com a especialista, durante 68 dias a tartaruga passou por diversas etapas de recuperação clínica, com monitoramento constante, terapias específicas e avaliações veterinárias periódicas. Ao final do processo, a equipe constatou o restabelecimento completo da saúde do animal, autorizando seu retorno ao oceano.
“Nossa equipe está muito feliz e cada vez mais motivada em cuidar da fauna silvestre. Quando devolvemos um animal para a natureza, temos a resposta e a certeza de que toda vida importa. Cada animal salvo agrega experiências, capacita mais pessoas e fortalece ainda mais as parcerias”, destacou Ana Silvia.
Vale lembrar que, na última sexta-feira (24), o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, juntamente com a assessora de Gestão, Lena Pinto, e o assessor Técnico, Thiago Valente, bem como o corpo técnico da Ufra, visitaram o local onde a tartaruga passou pelo processo de reabilitação. Eles puderam constatar a plena recuperação do animal e observaram que Sunset já estava apta para ser devolvida à natureza.
Reintrodução com segurança
Representando o Ideflor-Bio, a assessora de Gestão do órgão, Lena Pinto, ressaltou a importância da união institucional para o sucesso da ação. “A reintrodução dessa tartaruga ao mar demonstra que, quando o poder público, universidades e organizações da sociedade civil atuam juntos, os resultados aparecem. O Pará segue comprometido com a proteção da biodiversidade e com o cuidado de todas as formas de vida”, afirmou.
A soltura de Sunset reuniu técnicos e representantes das instituições parceiras, dentre elas, o Corpo de Bombeiros do Pará, que acompanharam o momento em que a tartaruga retornou ao mar.
A cena emocionou os presentes e marcou o encerramento de uma jornada iniciada em fevereiro, quando o animal foi encontrado debilitado e sem condições de sobreviver sozinho.
Para a presidente do Instituto Suruanã, Josie Figueiredo, a operação também reforça a relevância dos projetos de monitoramento e resgate de fauna marinha desenvolvidos na costa paraense. “Além de salvar vidas, iniciativas como essa contribuem para ampliar o conhecimento científico, fortalecer políticas ambientais e sensibilizar a população sobre a importância da conservação dos ecossistemas marinhos”, enfatizou a especialista.